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Especialista explica como transportar pets sem risco nos carros

Abramet desenvolve diretriz para transporte seguro de animais de estimação; saiba como evitar riscos

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A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) e o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMVPR) elaboraram uma diretriz para garantir o transporte seguro de animais de estimação nos veículos de passeio.

A medida tem como objetivo garantir a segurança dos pets, que estão sujeitos a traumas graves, mas também dos demais ocupantes do veículo, uma vez que o transporte inadequado, com os bichos no colo do motorista ou soltos, pode provocar acidentes.

Sabemos que parte significativa dos sinistros é provocada por desatenção dos condutores. Estudos internacionais apontam que esse motivo causa cerca de 11% dos sinistros e deste total, 8% são fatais. O transporte inadequado esses animais de companhia é uma das causas da Falha de Atenção ao Conduzir (FAC), reduzindo a capacidade de condução segura e interferindo na segurança dos demais integrantes da via”, afirma o diretor científico da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra), Alysson Coimbra.

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O diretor conta que os animais de estimação não possuem estrutura óssea e muscular capaz de suportar os traumas e lesões que eventualmente decorrem de um sinistro de trânsito. “Um levantamento da Abramet mostra que 80% dos tutores transportam seus pets em desacordo com a lei, os expondo a riscos de ejeção do veículo; traumatismo craniano; contusão pulmonar; pneumotórax; múltiplas fraturas; amputações traumáticas e morte”, completa.

Apesar de não haver uma norma de segurança no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), três artigos são aplicados para coibir o transporte inadequado. “Transportar animais, pessoas ou volumes à sua esquerda, ou entre braços e pernas, é infração média e, pelo artigo 169, dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança é considerado infração leve. Além disso, o transporte de animais nas partes externas do veículo é infração grave, com multa, perda de pontos na carteira e retenção de veículo para transbordo”, explica o especialista em segurança viária.

Animais não possuem estrutura óssea e muscular capaz de suportar os traumas e lesões

Segundo a diretriz da Abramet, há cinco formas seguras para transportar os pets: caixa de transporte; cestinhos ou cadeirinhas; cinto de segurança; grades de contenção ou capa protetora para banco traseiro.

A caixa de transporte deve ser fixada pelo cinto de segurança do veículo no banco traseiro. Precisa ser ventilada e estar de acordo com as dimensões do animal. “Essas caixas podem ser acomodadas também no compartimento de bagagem, porém a sua fixação é fundamental para a segurança, visto que seu deslocamento pode causar lesões na coluna cervical e torácica, por exemplo”, afirma Coimbra.

As cadeirinhas (cestinhos) são recomendadas para animais de pequeno porte que não se adaptam em viajar nas caixas de transporte. Segundo a recomendação da Abramet, elas são projetadas para serem utilizadas com os animais utilizando coleiras do tipo peitoral e devem ser fixadas no encosto de cabeça do banco traseiro e retidas com o cinto de segurança do veículo.

Garantir a segurança dos animais de estimação é um gesto de amor

Cães de porte médio ou grande podem ser transportados com cinto de segurança na posição central do banco traseiro, com os adaptadores presos às coleiras peitorais, e fixados no encaixe do cinto de segurança do veículo.

As grades de proteção são indicadas para animais de grande porte e têm a função de limitar a circulação do animal dentro do carro e impedir o cão de saltar pela janela. Já a capa protetora de banco traseiro pode ser usada com o cinto de segurança, minimizando o risco do animal de sofrer ferimentos em desacelerações bruscas, por exemplo.

“Cabe ao motorista a responsabilidade de zelar pela segurança dos pets e dos demais ocupantes do veículo. Transportar os animais de estimação somente com dispositivos de segurança é verdadeiramente um gesto de amor!”, diz Coimbra.

Por: *Alysson Coimbra

*Diretor científico da Ammetra 

*Com informação da Assessoria

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