A atriz Salma Hayek desabafou em artigo publicado no “The New York Times” sobre os assédios que sofreu nos bastidores da produção de “Frida”. O autor, segundo a estrela, foi o produtor Harvey Weinstein. “Ele foi meu monstro também”, escreveu. As primeiras acusações de atrizes e funcionárias contra o magnata surgiram em uma reportagem de 5 de outubro, publicada no mesmo jornal da declaração de Salma.

A atriz mexicana relatou algumas das vezes que teve que dizer não para Weinstein: “Não para tomar banho com ele. Não para deixá-lo me ver tomando banho. Não para deixá-lo me fazer massagem. Não para deixar um amigo pelado dele me fazer massagem. Não para deixá-lo fazer sexo oral em mim. Não para ficar pelada com outra mulher. Não, não, não, não, não…”.

Salma também falou sobre ter sido “salva” por amizade com colegas homens. “Sabendo o que eu sabia, eu fico pensando se não foi minha amizade com eles – Quentin Tarantino e George Clooney – que me salvou de ser estuprada”, contou a atriz.

Vingança

No texto, a protagonista de “Frida” ainda conta que sofreu um tipo de vingança por dizer não aos abusos de Harvey. Ela explica que ele prejudicou o lançamento e a produção do filme.

“Nos olhos dele, eu não era uma artista. Eu sequer era uma pessoa. Eu era uma coisa: não um ninguém, era um corpo”, resumiu Salma. Hayek ainda acrescentou que foi ameaçada de morte e que Weinstein não voltou a chamá-la para ser protagonista de filmes produzidos por ele.

Sobre as acusações de Salma, Harvey divulgou um comunicado ao “Deadline” dizendo que “não se lembra de pressionar Salma para fazer uma cena sexual gratuita” e que as declarações da atriz “não são precisas e outras pessoas que testemunharam os eventos têm versões diferentes do que aconteceu”.

Recentemente, atrizes como Lena Headey, Lupita Nyong’o, Uma Thurman e Marisa Coughlan também falaram sobre o comportamento abusivo do produtor.

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