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Projeto ‘Cênicas – Estúdio Repertório’ exibe espetáculos de teatro on-line

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Ao reunir espetáculos teatrais para exibição on-line, o projeto “Cênicas – Estúdio Repertório” resgata parte da trajetória artística da Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas – Arte&Fato (AACA).

O projeto conta com o apoio da Prefeitura de Manaus, por meio do Edital Prêmio Manaus de Conexões Culturais 2020 – Lei Aldir Blanc.

Os vídeos estão disponíveis no canal do YouTube da companhia, pelo link bit.ly/canalAACA. Os espetáculos selecionados para exibição foram “Flecha Borboleta”, “A Estrada” e “Bodas de Sangue”.

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Cada vídeo inclui um convidado especial da área das artes para falar sobre teatro e seus diversos temas e linguagens, sendo eles o diretor de teatro Jorge Bandeira do Amaral, o poeta Dori Carvalho e a atriz Rosa Malagueta.

“É perceptível que as obras escolhidas foram feitas ou executadas para serem compartilhadas presencialmente nas salas de espetáculos-palco e as metodologias e processos são diferentes, mas este formato possibilita trocas, dialoga com o audiovisual e a dinâmica da edição e do estúdio a imagens já captadas de célebres encenações presenciais”, explicou o ator e diretor Douglas Rodrigues, idealizador do projeto.

“Esse formato ganha vigor de estúdio, por isso justifica sua nomenclatura conceitual, dialoga com edição, vídeo, videoarte e audiovisual; reorganiza os acervos de cada montagem, une a reflexão do fazer artístico para o momento que estamos enfrentando e valoriza a memória”, completou.

Espetáculos

“Flecha Borboleta” é um épico inspirado no caso “haximu”, único episódio em que os réus foram condenados por genocídio indígena. A trama acompanha as expedições científicas nos aldeamentos do Amazonas, cuja finalidade era detectar se os indígenas poderiam ser considerados “humanos” a partir das coletas de “sangue” dos povos tradicionais.

A história é construída sobre a reflexão do papel da mulher dentro dos aldeamentos e o fardo do patriarcado. Já em sua participação, Rosa Malagueta apresenta uma narrativa de um relato jornalístico, com o título “Era ele, o pai do meu filho”.

O segundo espetáculo, “A Estrada”, é baseado em um dos episódios mais marcantes da região amazônica, a construção da BR-174, que liga Manaus a Boa Vista durante a ditadura militar no Brasil, exterminando quase por completo a aldeia Waimiri Atroari, no Norte do Amazonas.

Em sua participação, Jorge Bandeira apresenta “Artaud jamais esteve aqui”, diálogo ritual com a obra baseado em um tratado teatral de Antonin Artaud.

Por fim, “Bodas de Sangue” se inspira em fatos ocorridos em Almería (Andaluzia, Espanha), em 1928. Montes Cañada foi assassinado em circunstâncias misteriosas, quando fugia com sua prima no dia do seu casamento.

Alguns dias depois, descobriram que o irmão do noivo foi o assassino. A história criada por Federico Garcia Lorca começa quando o noivo decide pedir sua noiva em casamento, e no dia da cerimônia foge com um antigo amor, desencadeando em fugas e perseguições pelo deserto espanhol até seu desfecho trágico.

O convidado Dori Carvalho interpreta “A captura e a morte”, “Pranto por Ignacio Sánchez Mejías”, de 1935, homenagem ao toureiro espanhol Mejías.

 

 

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