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Nova tecnologia é usada para tratar câncer do pâncreas no Brasil

Equipamento usa correntes elétricas na cirurgia, 'eletrocutando' o câncer para que seja retirado do organismo

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Um equipamento que usa correntes elétricas na cirurgia para tratar alguns tipos de câncer, como o de pâncreas, dá esperança aos pacientes.

A tecnologia “nano-knife”, que já existe há dez anos em outros países como Estados Unidos, França e Alemanha, foi utilizada pela primeira vez em uma cirurgia no Brasil, que durou aproximadamente oito horas.

Com agulhas, os médicos executam a técnica chamada “eletroporação irreversível”: os eletrodos são posicionados paralelos ao tumor e, quando a tensão é aplicada, ondas de alta voltagem e baixo calor correm de um lado para o outro na célula cancerígena, criando nanoporos que ficam na membrana celular – como uma espécie de choque, que acaba eletrocutando o câncer e abre espaço para que ele possa ser retirado do organismo.

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Normalmente, os pacientes demoram a sentir os primeiros sintomas e, quando descobrem a doença, ela já está em um nível avançado. Apenas 20% dos casos são diagnosticados no início. A primeira operada com essa tecnologia no país foi uma mulher de 55 anos, que descobriu o câncer de pâncreas – que estava no estágio 3 – há seis meses.

A cirurgia foi realizada no hospital Vila Nova Star, da rede D’Or, liderada pelo intervencionista oncológico Luiz Tenório Siqueira e pelo cirurgião Antônio Luiz de Vasconcellos. Médicos argentinos acompanharam o procedimento.

“Mata a célula tumoral sem que ela necrose. A gente não altera a temperatura, só faz essas ondas de eletrochoque. É mais uma arma contra o câncer de pâncreas”, explica Siqueira à CNN. “A gente recebe muitos doentes de fora de São Paulo. Essa máquina vai trabalhar direto”, complementa Vasconcellos.

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