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Imunidade das mucosas tem papel importante no combate ao coronavírus

Pesquisadores dos EUA ressaltam que estudos mais aprofundados do mecanismo de defesa das superfícies internas do nariz e da boca são fundamentais

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Em um artigo publicado nesta segunda-feira (30) na revista científica Frontiers in Immunology, pesquisadores da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, alertam para a necessidade de estudos mais aprofundados de como as mucosas do nariz e da boca possivelmente têm um papel fundamental no combate ao coronavírus.

Sabe-se que o vírus causador da covid-19 (SARS-CoV-2) entra no organismo por essas áreas e se aloja no fundo da garganta, na língua, nas amígdalas.

“Dado que muitas pessoas infectadas permanecem assintomáticas, e que um grande número daqueles que desenvolvem sintomas sofrem apenas de doença leve a moderada, isso sugere que algo, em algum lugar, faz um trabalho razoavelmente bom no controle do vírus”, explica Michael W. Russell, professor emérito do Departamento de Microbiologia e Imunologia da universidade e um dos autores do artigo.

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Os pesquisadores ressaltam que os estudos até hoje tiveram como foco a doença grave, quando o vírus desce para o trato respiratório inferior e atinge, principalmente, os pulmões.

Nestes casos, a resposta imune exacerbada em alguns pacientes desencadeia a chamada covid-19 grave, com risco de danos sérios a outros órgãos e morte.

“O sistema imunológico da mucosa é de longe o maior componente de todo o sistema imunológico e evoluiu para proteger as superfícies da mucosa, onde surgem a grande maioria das infecções”, observa.

Entender como as mucosas reagem após a infecção pelo coronavírus pode ser fundamental para o desenvolvimento de uma vacina nasal, argumentam os pesquisadores.

Esse tipo de imunização é mais fácil de armazenar, transportar e administrar.

“A vantagem potencial de uma vacina mucosa — especialmente uma que seja intranasal — é que ela deve induzir respostas imunes, incluindo anticorpos SIgA [imunoglobulina A secretória], nas vias mucosas, neste caso especialmente no trato respiratório superior, onde o coronavírus faz o primeiro contato”, acrescenta Russell ao observar que as vacinas injetáveis ​​geralmente não fazem isso.

Fonte: R7

 

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