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Nem todo mundo vai receber! Calendário tardio do Auxílio Emergencial prejudica trabalhadores

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As novas parcelas do Auxílio Emergencial que foram anunciadas pelo Governo Federal devem ser pagas até dezembro. De acordo com o anúncio oficial do governo, serão 4 novas parcelas de 300 reais.

A questão é que uma informação nova divulgada pelo Ministério da Cidadania revelou que nem todos os trabalhadores vão receber as novas parcelas.

Apenas os trabalhadores que receberam a primeira parcela do Auxílio Emergencial no mês de abril vão receber as 4 novas parcelas.

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Os demais grupos, que receberam a primeira parcela do benefício depois de abril, vão receber apenas duas, uma ou até mesmo nenhuma das novas parcelas do auxílio.

A informação pegou muitos beneficiários de surpresa e acabou por colocar em evidência a falta de organização do governo com as suas próprias propostas. Uma vez prorrogado, a extensão do benefício deveria ser válida para todos os beneficiários aprovados, e não somente para alguns deles.

A justificativa para a restrição na quantidade de novas parcelas é que a medida provisória aprovada só é válida até o mês de dezembro de 2020.

Ou seja, diante de uma suposta impossibilidade de pagar as novas parcelas em um prazo tão apertado, alguns grupos devem ficar sem pegar o benefício simplesmente por que começaram a recebê-lo “tarde demais”.

Auxílio Emergencial: Demora na divulgação de calendários evidencia problemas no Governo

Em parte, essa situação evidencia a morosidade com que a equipe econômica do governo divulga os calendários de pagamento do benefício.

Enquanto as novas parcelas de 300 reais já vem sendo debatidas e já foram inclusive confirmadas há um tempo, muitos trabalhadores ainda estão recebendo as suas primeiras parcelas. Alguns deles, recebendo a primeira parcela.

O fato é que a expectativa do recebimento das novas parcelas de 300 reais já foi criada. A notícia de que nem todos os trabalhadores aprovados irão receber acabou por separar os beneficiários em uma espécie de corrida onde só quem conseguiu ser aprovado primeiro vai ter direito à totalidade do benefício.

E enquanto essas notícias vão circulando pela imprensa, o governo vai adiando a divulgação de um calendário.

Faltando pouco mais de três meses para o fim do ano, é pouco provável que o governo consiga montar um calendário espaçado para o pagamento. Afinal, o tempo está passando e o que definitivamente não temos são as decisões que o governo ainda precisa tomar.

No fim, o que temos é a percepção de que a promessa de quatro parcelas parece grande demais para um prazo tão pequeno.

Para cumprir com o prometido, talvez o governo precise que o ano de 2020 dure um pouco mais. Quem sabe em uma reviravolta do destino, o presidente não anuncie um Natal para o mês de março de 2021. Vindo do atual governo, não soaria tão absurdo.

Por: Higor Latin/TipoManaus

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