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Guardiões do Crivella para intimidar jornalistas expõe desperdício de dinheiro público no Rio de Janeiro

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Nesta semana, uma denúncia realizada pela Rede Globo, por meio da edição de segunda-feira, 31 de agosto, do Jornal Nacional, reuniu informações sobre um grupo de funcionários do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, que foi criado com o objetivo de intimidar jornalistas na cidade.

Mais especificamente, o grupo agia na porta dos hospitais municipais do Rio para impedir jornalistas de realizarem entrevistas com a população.

Dessa forma, a cada vez que um cidadão comum procurava a equipe de jornalismo para relatar uma situação emergencial que ele ou alguém de sua família estava passando no sistema público de Saúde, estes funcionários agiam para interromper a entrevista com gritos e xingamentos contra a emissora e aos jornalistas que ali desempenhavam o seu trabalho.

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O que, à primeira vista, parecia uma manifestação popular espontânea durante a gravação de entrevistas, logo se descobriu ser uma política organizada contra a imprensa.

Afinal, depois de tantos acontecimentos semelhantes acontecendo em diferentes gravações e em diversas regiões da cidade, ficou cada vez mais difícil acreditar que as interrupções das entrevistas fossem tão naturais assim.

Interrupções agressivas e frequentes despertaram desconfiança de jornalistas

Com isso, o jornalismo da emissora descobriu que as pessoas que faziam parte destas manifestações são, na verdade, funcionários contratados pela prefeitura.

O salário de alguns deles chega a superar 10 mil reais. Ou seja, um salário maior do que o salário que recebem os próprios profissionais de Saúde que estão cumprindo expediente dentro dos hospitais, enfrentando a batalha contra o novo coronavírus.

Enquanto a maior parte dos profissionais que estão na linha de frente da pandemia nos hospitais do Rio tem salários que não passam de 5 mil reais, estes funcionários cujo trabalho era o de ficar na porta dos hospitais para intimidar os jornalistas ganham bem mais.

A política do prefeito Marcelo Crivella contra a imprensa não é de se surpreender, uma vez que atos de censura, como o que aconteceu durante a Bienal do Livro de 2019, já foram vistos durante o seu mandato. Mas não deixa de ser alarmante perceber o tipo de destino para o qual o dinheiro público do Rio está sendo direcionado.

Os cariocas estão pagando impostos para cobrir os custos com funcionários que passavam o dia monitorando a entrada dos hospitais para impedir o trabalho dos profissionais de imprensa.

Em uma cidade com tantos problemas urbanos e sociais, será mesmo que o destino desses recursos financeiros é razoável? Será que o orçamento público do Rio de Janeiro poderia se dar esse luxo de ter pessoas supervisionando o trabalho de jornalistas e ganhando altos salários por isso?

Ao que tudo indica, na gestão de Crivella, é essa a finalidade com a qual o dinheiro público tem sido usado: para calar a população diante dos prejuízos sanitários que ela sofre nas instituições de Saúde.

Um claro desperdício de dinheiro público sendo usado para sustentar pessoas que aparentemente nada fazem pela sociedade carioca.

Por: Higor Latin/TipoManaus

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