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Endividamento: O maior dos problemas dessa pandemia

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Facilitação de créditos, métodos modernos de compras e acesso aos seus gastos online, diversas formas de pagamento e mais um arsenal de possibilidades… Isso tudo, a priori, deveria facilitar e ajudar na organização financeira, não é?

Mas nem sempre é o que acontece, acarretando o surgimento de um problema comum a muitas pessoas de todas as classes sociais: O Endividamento, “que podemos chamar do maior dos problemas da pandemia do novo Coronavírus”.

A cultura do consumo, a “quase” aceitação social da dívida, a presença de juros arbitrários, a apelação da mídia e da publicidade na venda de produtos e o início muito precoce de acesso a créditos e compras são mais alguns fatores que podem influenciar no endividamento, assunto que merece mais atenção e reflexão da sociedade.

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O endividamento gera a sensação de incapacidade, impotência, desespero, estresse, preocupação, frustração e desânimo nas pessoas que estão passando pelo problema.

Imagem: Reprodução

Com o surgimento dessas emoções, esses indivíduos ficam ainda mais vulneráveis aos próprios impulsos e se tornam presas fáceis de estratégias que trazem alívio e conforto imediato como, por exemplo, o ato de fazer mais compras, gastar ainda mais e postergar ao máximo qualquer planejamento ou organização financeira.

Se você está entrando em um processo de endividamento, seguem algumas perguntas para reflexão:

O excesso de dívidas é uma simples “bagunça” financeira ou será que remete a outras questões? Acha que isso acontece por conta dos juros acumulados fazendo com que você se mantenha nessa situação?

Ou sente que o excesso das dívidas recai, principalmente, sobre questões referentes a um descontrole, muitas vezes, sobre um aspecto do consumo (como roupas ou artigos de luxo) que você já tentou controlar e não consegue?

Essa resposta é importante para saber que tipo de endividado você é: desorganizado (precisa de orientações específicas); comprador compulsivo (sabe como estão as finanças, mas, não consegue se controlar, precisando, portanto, de tratamento); ou você pode ser os dois tipos.

Como aprendeu a lidar com dinheiro? O formato da vida financeira dos seus pais serve para você?

Se o estilo financeiro da sua família, herdado e adquirido neste âmbito, não serve para você, escolha outro coerente com os seus valores e motivações, mas, que não te aprisione.

É muito comum que pessoas que, ao rejeitarem o formato de administração financeira aprendido na família, acabem indo para outro extremo ou, simplesmente, não se sintam configuradas em nenhum outro.

É muito importante seguir um modelo de finanças que pode ser criado por você ou inspirado em outros.

Os seus gastos não essenciais se referem, em grande parte, a que produtos ou serviços? E a que sentimentos te remetem (conforto, alívio, tédio, status)?

Agora, mais algumas dicas práticas importantes para quem está endividado:

Saiba com o quê, para quê e qual o sentido dos seus gastos

Demora um tempo até que um quadro de endividamento possa ser remetido por completo (de meses até anos) e a impressão de se estar sempre endividado desmotiva a implantação de uma mudança mais consistente no dia a dia.

Com isso, surgem pensamentos sabotadores como: “Afinal, o que é mais cinquenta reais pra quem já está endividado?” Fique atento a isso!

Volte a pagar coisas em dinheiro

As possibilidades de crédito e compras online contribuem para a perda da noção do valor do dinheiro.

Imagem: Reprodução

Pagar trezentos reais em seis notas de cinquenta em vez de pagar em seis vezes no cartão é uma ação que começa a soar muito diferente e o valor antes perdido volta a ser importante.

Diminua o limite do seu crédito

Ande sempre que possível só com dinheiro. Isso é muito importante e, normalmente, um ponto resistente de aceitação.

Mas, facilita se você enxergar a situação como um “experimento antropológico temporário” e trabalhar por mudanças.

Peça ajuda

Por conta de dificuldades em enfrentar a questão ou, simplesmente, pela noção de matemática necessária para o desenvolvimento do planejamento financeiro, peça para que alguém de sua confiança te auxilie.

Organize uma pequena planilha anual

Os meses deverão englobar até a última parcela de qualquer coisa que você já esteja devendo. Então, se a última estiver prevista para dezembro de 2016, você colocará a parcela, mês a mês, até essa data.

Imagem: Reprodução

Em cada mês, serão colocados cheques pré-datados, parcelas de cartão, parcelas de empréstimos bancários e quaisquer outras coisas ainda não quitadas, tudo que está sendo parcelado acrescido dos juros.

Independente do que for, de roupas a gastos médicos, passando por quaisquer outras dívidas com instituições ou pessoas, tudo relacionado aos gastos deve ser inserido na planilha.

Faça o somatório desses valores referentes a cada mês

Você precisa visualizar o tamanho do seu problema para poder resolvê-lo. A contagem regressiva dos meses que vão passando e sendo quitados pode ser reforçadora para pôr um fim ao endividamento.

Por: Daniela Faertes

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