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terça-feira, 26 março, 2019

Policial militar reformado tem prisão preventiva decretada por homicídio qualificado, no AM

Um grupo de funcionários suspeitos de desviar aparelhos de barbear e dispensers de fábrica do Polo Industrial de Manaus foi preso pela Polícia Civil do Amazonas, nessa terça-feira (13).

Quatro funcionários terceirizados de fábrica teriam desviados produtos de linhas de produção e até barbeadores não aprovados no controle de qualidade para revender no comércio informal em Manaus. O esquema foi desarticulado durante Operação “Barba Feita”.

A operação

Foi deflagrada pela 1ª Seccional Sul e 7º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e teve como alvo uma organização criminosa especializada em desviar peças de linha de produção de uma fábrica de dispensers e barbeadores.

Segundo a polícia, os integrantes do grupo são funcionários de uma empresa terceirizada que presta serviços na fábrica. Eles foram investigados durante um mês.

“Tudo começou a partir da apreensão de material de dispensers que foi encontrado com outro funcionário da empresa. A partir daí nós desenrolamos diligências no sentido de identificar o porquê desse material não ter comprovação de saída da empresa.

Tivemos êxito em identificar quatro elementos que são funcionários de uma empresa terceirizada da fábrica e eles criaram um refinado esquema de desvio desses produtos com a finalidade de revenda no mercado informal”, explicou o delegado titular do 7º DIP, Fernando Bezerra.

As investigações

Apontaram que o esquema existia há cerca de dois meses. Os funcionários teriam desviado separadamente peças, que eram montadas depois clandestinamente. Os produtos eram revendidos no mercado informal por ambulantes. A utilização dos produtos fraudados representava riscos aos consumidores.

“Em cada setor da fábrica eles tinham uma pessoa responsável por subtrair peças do aparelho de barbear até que eles pudessem montar clandestinamente em outro local. A partir dessa montagem clandestina eles reinseriam esses produtos de maneria informal e também clandestina no mercado.

Eram materiais que não passaram pelo controle de qualidade e que também geram danos à população. No primeiro aspecto, dano à própria empresa que está sendo lesada patrimonialmente. Em segundo lugar, a população que está tendo acesso a um material que não tem controle de qualidade”, disse o delegado Fernando Bezerra.

Durante operação

Foram cumpridos mandados de prisão temporária em Manaus e Rio Preto da Eva contra Cleberson de Castro Cavalcante, 29 anos; José Ivaldo Lago Soares, 58; Lucas Moares da Costa, 23, e Said Fernando de Lima, 47 anos. Várias peças foram apreendidas em um dos locais onde grupo armazenava material.

Os quatro suspeitos foram indiciados por associação criminosa, furto qualificado e delitos contra a propriedade industrial e marca. Os advogados dos suspeitos não se manifestaram sobre as acusações durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (14).

O delegado Divanilson Cavalcanti

Titular da 1ª Seccional Sul, destacou que, além das investigações sobre crimes comuns, a Polícia Civil tem investigado casos de crimes contra a saúde pública. “À Secretaria de Segurança e a Polícia se faça operações sobre crimes que podem afetar a saúde da população. Estamos fazendo operações justamente para coibir esse tipo de crimes”, afirmou o delegado.

Fonte: G1 AM

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