Foto: Luciano Abreu

A Polícia Civil deflagrou operação contra uma rede de pedofilia, na manhã desta terça-feira (18), em Manaus e prendeu duas pessoas. A ação é um desdobramento das investigações que resultaram na prisão do empresário flagrado em um motel com uma adolescente de 13 anos. Novas vítimas foram identificadas pela polícia.

Os advogados dos suspeitos, até o momento, não se apresentaram para comentar as acusações da polícia. Os suspeitos não se pronunciaram.

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) deflagrou a operação por volta das 6h. Dois mandados de prisão foram cumpridos pelos policiais civis. Ana Kássia da Silva Bentes, de 24 anos, que seria uma garota de programa e suspeita de aliciar meninas para pedófilos, foi presa em uma casa no bairro Parque Dez, na Zona Centro-Sul de Manaus. A mulher é apontada como pessoa responsável por levar as vítimas para serem exploradas sexualmente.

Foto: Luciano Abreu

Raimundo Alves Vale Filho, de 52 anos, que é empresário e proprietário de uma loja de material de construção foi preso no estabelecimento comercial no bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste da capital. O homem seria cliente da rede de prostituição infantil.

As investigações identificaram quatro meninas de dez a 14 anos que foram abusadas sexualmente.

Entenda o caso

Foto: Reprodução
As novas prisões ocorreram após Depca flagrar o empresário Fabian Santos, encontrado em um motel no dia 7 deste agosto, com uma adolescente de 13 anos. A tia da menina também foi presa no motel no bairro Monte das Oliveiras e acusada de favorecimento à prostituição.

Segundo a polícia, a tia da menina costumava entrar no motel no banco de passageiro, para que a sobrinha não fosse vista e levantasse suspeitas de funcionários dos estabelecimentos. Ela se mantinha escondida no banheiro durante o programa. O homem pagava entre R$ 500 e R$ 1 mil para a tia da jovem. Os abusos começaram neste ano.

No momento da prisão e no depoimento a vítima relatou que recebia ameaças de morte da tia, que usava a figura do empresário para intimidação.

“Se ela suspeitasse e fosse presa, ela tinha coragem de me matar. E que o [empresário] tinha muito dinheiro e podia me matar (…) Ela disse que o [empresário] era muito calculista. Ela disse que tinha coragem, porque ela não ia para cadeia por causa de mim”, contou.

A vítima relatou ainda o que ocorreu no dia em que o abuso foi descoberto pela polícia e o que sentiu no momento da prisão. “Quando a gente chegou lá, ela [tia] ficou dentro do quarto e, depois que ele [empresário] começou a fazer o negócio comigo, ela entrou para o banheiro. Aí depois que ele parou, tudo aconteceu. Parece que era a Mulher Maravilha entrando para me salvar”, comentou.

Fonte: G1

 

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