Operação Algoritmo
Durante a operação ‘Algoritmo’, foram apreendidos computadores, drones, smartphones, contratos de compra e venda de terrenos e casas, documentos fiscais, faturas de cartão de crédito e comprovantes de depósitos (Foto: Divulgação/PC-AM)

A operação ‘Algoritmo’, deflagrada ao longo da manhã desta sexta-feira (13), resultou nos cumprimentos de oito mandados de busca e apreensão, em zonas distintas da capital.

A ação aconteceu a partir de investigações realizadas em torno de um esquema criminoso praticado por funcionários de uma Instituição de Ensino Superior (IES), situada na zona centro-sul da capital, que teve prejuízo estimado em R$ 3 milhões.

A ação dos policiais civis do 23° Distrito Integrado de Polícia (DIP) foi coordenada pelos delegados Henrique Brasil e Edgar Moura, titular e adjunto, respectivamente, da unidade policial.

Conforme Henrique Brasil, inicialmente três pessoas, que eram funcionárias da IES, participavam do esquema.

De acordo com o delegado, o crime acontecia desde o ano de 2017 e consistiu na manipulação do sistema financeiro virtual da empresa, ou seja, uma fraude no sistema de gestão informatizado da instituição.

Segundo o Brasil, o esquema foi descoberto após a demissão de um funcionário que atuava como desenvolvedor de sistemas e o substituto dele constatar que o programa financeiro da empresa havia sido alterado.

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“Uma funcionária, integrante da associação criminosa, que atuava como caixa da empresa, recebia o pagamento de um valor e registrava no sistema financeiro a entrada dessa quantia através de uma identificação e entregava a primeira via da nota fiscal para o aluno, porém, deixava a quantia recebida e a segunda via da nota separados, porque o valor seria subtraído futuramente. Os outros dois funcionários alteravam a movimentação de entrada de receitas por uma movimentação indefinida que possibilitava a fraude”, informou Brasil.

Conforme o delegado adjunto do 23° DIP, durante as inspeções realizadas pelos superiores da instituição, como o sistema estava alterado, os relatórios de entrada e saída financeira correspondiam com o registrado no sistema.

“Ao longo das diligências visualizamos por imagens das câmeras de segurança, instaladas na sala onde os infratores trabalhavam, uma das investigadas separando valores e notas fiscais e guardando dinheiro e documentos no bolso. Além disso, em outras oportunidades tirava foto da tela do sistema e enviava para os comparsas pelo celular”, disse Edgar Moura.

Materiais apreendidos

Durante a ação policial, foram apreendidos documentos dos envolvidos, além de objetos de alto valor, como computadores, drones, smartphones, contratos de compra e venda de terrenos e casas, documentos fiscais, faturas de cartão de crédito com altos valores, diversos comprovantes de depósitos realizados no mesmo dia do desvio, com valores inferiores a R$ 10 mil, visando burlar a fiscalização bancária, caracterizando lavagem de dinheiro.

Henrique Brasil disse ainda que os investigados apresentavam vida e patrimônios incompatíveis com as rendas obtidas na instituição de ensino.

As ordens judiciais foram expedidas nos meses de agosto e setembro deste ano, pelo juiz Rivaldo Matos Norões Filho, da 1ª Vara Criminal.

Indiciamento

Os três indivíduos foram indiciados por furto qualificado, por fraude e concurso de pessoas, além de organização criminosa.

Henrique Brasil enfatizou que as investigações em torno do delito irão prosseguir para identificar e indiciar demais envolvidos no esquema criminoso.

Fonte: D24AM

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