Corpos de mortos em briga no Compaj
Viaturas do IML foram deslocadas para recolher os corpos no Compaj (Foto: Reprodução)

Os corpos dos detentos mortos durante uma briga no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) começaram a ser liberados para os familiares no Instituto Médico Legal (IML), em Manaus.

Quinze pessoas morreram na confusão ocorrida no domingo (26), em horário de visitação.

A briga envolveu um número ainda não informado de presos dos pavilhões 3 e 5 do Compaj, que fica localizado em um complexo de unidades prisionais no Km 8 da rodovia BR-174.

As mortes ocorreram nas quadras e dentro das celas, com uso de estoques (feitos com escovas de dente) e também por enforcamento. Nenhum familiar ficou ferido.

A Seap já iniciou as investigações em relação ao ocorrido. A confusão teve início às 11h, no momento em que parentes faziam visitas.

A pasta fará um levantamento, por meio das câmeras de segurança, para identificar os autores dos assassinatos e encaminhar para a Justiça, além de aplicar medidas administrativas em toda a unidade.

As visitas foram suspensas no Compaj e em outras unidades prisionais da capital.

Lista de detentos mortos

Ancelmo Pereira dos Santos, 39

Antonio Xavier da Silva Camargo Filho, 42

Cleison Silva do Nascimento, 25

Edney Sandro Sabóia de Vasconcelos, 36

Elisson de Oliveira Pena, 26

Erick Weslley Martins Mendes, 25

Fernando dos Santos Ferreira, 27

Francisco de Assis Marcelo da Silva, 34

Hiel Lucas Miranda da Silva, 29

Igor Peres de Oliveira, 21

Leonardo Queiroz Campelo, 31

Naelson Picanço de Oliveira, 32

Nayan Serrão Pereira, 31

Pedro Paulo Melo Xavier, 25

Rodrigo Oliveira Pimentel, 29

A unidade onde ocorreu a briga neste domingo é a mesma onde houve uma rebelião que resultou na morte de 56 pessoas em janeiro de 2017.

Na ocasião, a rebelião durou mais de 17 horas e foi considerada pelo secretário como “o maior massacre do sistema prisional” do estado.

Em dezembro do ano passado, um agente penitenciário foi morto dentro do Compaj. À época, 12 detentos foram considerados suspeitos.

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Fonte: G1 Amazonas

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