A questão é ilegalidade ou imoralidade
Deltan e Moro (Foto: Reprodução)

O assunto da semana  é a divulgação das mensagens trocadas pelo ex-Juiz Sergio Moro e o Procurador Deltan Dallagnol sobre a condução da operação Lava-Jato que se proliferou com uma velocidade incontrolável na internet.

O teor das conversas entre eles mostra fatos a respeito da operação da maior operação de combate a corrupção no país. E boa parte delas (não sabemos se editadas) levantam a suspeita de que Moro deu acesso à acusação e ajudou o Ministério Público a construir provas contra os investigados da Lava Jato.

Os diálogos aconteceram entre 2015 e 2017 entre Moro e Deltan Dallagnol e outros procuradores por meio do aplicativo de mensagens ‘‘Telegram’’.

Como escreveram no Intercept: “Em teoria, o juiz não deveria ter interesse em resultados do processo, como, por exemplo, o aumento ou redução de penas de um acusado – nem muito menos tirar satisfação com o Ministério Público fora dos autos’’.

Quem viu as conversas, percebe que em um bate papo, existe a tentativa de articular acusações para os nomes envolvidos no escândalos, entre eles o ex- presidente Luís Inácio Lula da Silva, a respeito do caso do triplex, supostamente ganho como forma de propina para oferecer vantagens em licitações.

Ministro se diz tranquilo quanto a seus atos (Foto: Reprodução)

No ano de 2008 o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aprovou o Código de Ética da Magistratura Nacional que determina em seu primeiro artigo, que juízes atuem “norteando-se pelos princípios da independência, da imparcialidade” e “do segredo profissional”.

Como sabemos todos esses escândalos de corrupção (aliás sempre existiu no Brasil quem não lembra dos grampos do BNDES, que derrubaram uma penca de tucanos no fim do primeiro mandato do governo FHC? Ou da filmagem do pagamento de propina nos Correios que levou à denúncia do Mensalão?) estouraram durante o governo do PT de Lula e Dilma, que ficaram à frente do poder por 14 anos e boa parte dos seus comandados durante ambos os governos estavam envolvidos em escândalos.

Então vamos aos fatos:

Porque somente foram grampeadas as conversas envolvendo Sergio Moro, Procuradores, Lava Jato, Lula, PT… tudo muito estranho, aí eu te pergunto e o Grampo não merece ser investigado?

E se as conversas do celular de Adélio Bispo antes do atentado ao então candidato Jair Bolsonaro vazassem como aconteceu agora? Ou os diálogos antes das decisões polêmicas dos ministros do Supremo fossem divulgadas, já parou para pensar.

Grampo então não é crime?

Os áudios das conversas dos procuradores e do ex-juiz Sergio Moro foram conseguidos através de uma ação completamente obscura e não servem de prova em lugar nenhum do mundo (pela sua ilegalidade). É preciso esclarecer quem e como invadiu os telefones celulares.

Vale lembrar também das tendências esquerdista do site The Intercep Brasil do jornalista americano Glenn Greewald, amigo do ex-presidente Lula e casado com o deputado federal David Miranda (Psol) – o que entrou no lugar do Jean Willys.

Esta não é a primeira vez que Glenn Greenwald expõe informações sigilosas. Antes disso, Greenwald foi responsável por divulgar informações secretas do governo norte-americano, obtidas por Edward Snowden, ex-funcionário da Inteligência dos EUA.

Bem, agora você conclui sobre a gravidade do conteúdo revelado nas mensagens trocadas pelo então juiz com o procurador da Lava-Jato.

Seja qual for o seu veredicto, é sempre bom dizer que o vazamento de informações para a imprensa fez parte da estratégia adotada pela maior operação de combate à corrupção da história do país.

O que nos resta é acompanhar o desenrolar dos fatos e ver o que vai acontecer depois de todo esse conteúdo ter sido revelado.

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Por: TipoManaus

 

 

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