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Mesmo com fim de contrato, Umanizzare avalia entrar em nova licitação

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Após o Governo do Amazonas anunciar que não vai renovar contrato com a Umanizzare, cogestora dos serviços dentro dos presídios de Manaus, a empresa informou que avalia “uma possível participação em uma nova licitação” do Estado.

A Umanizzare informou também que não foi notificada da decisão do governo de não renovar o contrato.

Assim que for comunicada oficialmente, a direção afirmou que cumprirá “fielmente o cronograma de transição, auxiliando o governo na garantia da estabilidade do sistema”.

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Enquanto não é informada sobre a medida, a empresa diz em nota que permanece atuando em conjunto com a Seap nas atividades-meio, como limpeza, alimentação, assistência material, cursos profissionalizantes, suporte, psicológico, social, ocupacional, atendimento médico, odontológico, farmacêutico e ambulatorial.

No comunicado a empresa não comenta sobre as 55 mortes, ocorridas nos últimos dias 26 e 27 de maio, nas unidades prisionais da capital amazonense que são de sua responsabilidade.

A Umanizzare é responsável pela gestão de seis unidades prisionais no Amazonas: Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) e Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI).

Em 2017, ano do maior massacre do sistema prisional do Amazonas, as mortes ocorreram nas unidades de responsabilidade da Umanizzare.

Ao todo, 56 detentos foram mortos no Compaj e 4 na UPP. Além disso, 87 presos chegaram a fugir do Ipat.

Entenda o caso         

Em coletiva de imprensa nessa terça-feira (28), o governador Wilson Lima declarou que o governo vai realizar nova licitação para cogestão de unidades prisionais. O contrato com a empresa atual encerra neste mês.

Durante entrevista coletiva, após reunião com o Gabinete de Crise do Sistema Prisional, Wilson Lima também antecipou novas providências do Governo do Estado, como a aquisição de novos equipamentos de comunicação e inteligência, adequações estruturais em presídios e a ampliação da capacitação do Grupo de Intervenção Penitenciária (GIP), em parceria com o Governo Federal por meio da Força de Intervenção Penitenciária (FIP).

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Fonte: ACrítica
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