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Suspeito de atirar em apoiador de Trump morre em operação da polícia

Michael Forest Reinoehl, autodeclarado antifa, morreu quando agentes federais tentavam prendê-lo por envolvimento na morte a tiros de um integrante do grupo de extrema-direita Patriot Prayer

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Um homem investigado pela morte a tiros de um ativista de extrema-direita em Portland foi morto na noite desta quinta-feira quando autoridades faziam uma operação para prendê-lo, disseram fontes ligadas à investigação.

Michael Forest Reinoehl, de 48 anos, morreu em Lacey, perto de Seattle, aparentemente em confronto com uma equipe de agentes federais especializada em captura de fugitivos.

Um mandado de prisão havia sido expedido contra Reinoehl pela polícia de Portland mais cedo na quinta-feira, no mesmo dia em que foi publicada no site Vice News uma entrevista em que o ativista aparentava admitir o crime, dizendo que “não teve escolha”.

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A polícia de Portland investiga a morte a tiros, no sábado, de Aaron J. Danielson, um dos apoiadores de Trump que viajaram para a cidade e entraram em conflito com manifestantes contra a injustiça racial e a brutalidade policial.

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Reinoehl era presença constante em protesto em Portland nas últimas semanas, ajudando os manifestantes e sugerindo, em redes sociais, que aquela luta está se tornando uma guerra na qual “haveria baixas”.

ANTIFA

“Sou 100% ANTIFA até o fim!”, publicou em sua conta no Instagram em junho, referindo-se a uma rede não oficial de ativistas que se opõem a grupos que identificam como fascistas ou racistas. “Quero lutar por meus irmãos e irmãs! Mesmo que alguns deles sejam ignorantes demais para entender o que significa ser antifa. Não queremos violência, mas não vamos fugir dela.”

No dia 5 de junho, durante um protesto, Reinoehl foi acusado de resistir a prisão e portar uma arma carregada, mas a ação acabou arquivada. No fim de julho, ele mostrou a jornalistas o próprio braço ferido, dizendo ter sido baleado ao interferir numa briga.

Reese Monson, um dos líderes dos protestos locais que também ajuda a organizar a segurança, disse que todas as pessoas envolvidas na proteção às manifestações locais, incluindo Reinoehl, foram treinadas para conter conflitos pacificamente.

– Ele era excelente nisso – disse Monson.

Em redes sociais, Reinoehl disse que esteve no Exército e odiou a experiência, embora, segundo oficiais, não haja registro dele nas Forças Armadas. Em entrevistas, ele se apresentava como construtor e profissional de snowboard.

Tiros após confronto de protestos

A noite do tiroteio começou com uma grande multidão de apoiadores de Trump se reunindo nos subúrbios de Portland.

Eles pretendiam dirigir centenas de veículos exibindo bandeiras nas vias expressas da cidade, mas muitos foram para o Centro, onde têm acontecido as manifestações antirracismo. Lá, alguns dos apoiadores de Trump atiraram balas de tinta na multidão, que reagiu jogando objetos neles. Algumas brigas irromperam.

Um vídeo feito já à noite mostrava Danielson, que usava um boné do grupo de extrema-direita Patriot Prayer, e Reinoehl numa rua junto a outras pessoas.

Alguém gritava “pegamos dois aqui”. O autor do vídeo, Justin Dunlap, disse que, aparentemente, Danielson fez menção de pegar algo na cintura.

– Ele levou a mão ao lado, como se fosse sacar uma arma – disse Dunlap.

Mas outro vídeo da cena mostra alguém gritando que Danielson estava pegando spray de pimenta, um equipamento de defesa não letal. No vídeo, o apoiador de Trump parece usar o spray ao mesmo tempo em que são ouvidos dois tiros e ele cai no chão.

Portland vive uma escalada de conflitos envolvendo armas de fogo nas últimas semanas. No dia 15 de agosto, uma pessoa ligada a manifestantes de extrema-direita disparou dois tiros de seu carro, segundo a polícia.

Uma semana depois, durante brigas nas ruas, outro militante de extrema-direita sacou uma arma.

Fonte: O Globo

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