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Presos transferidos do AM não são mandantes de massacre

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O Ministério Público do Amazonas afirma que os nove presos transferidos para presídios federais não são os mandantes da chacina que deixou 55 mortos em quatro presídios de Manaus.

A transferência ocorreu na terça-feira (29). Três deles foram levados para a Penitenciária Federal de Brasília. Outros seis foram para Catanduvas, no Paraná.

O Governo do Amazonas diz que esses detentos tinham sido os mandantes do massacre, mas nesta quarta-feira (29), o Ministério Público informou que os presos nada tinham a ver com as mortes do domingo (26) ou da segunda-feira (27).

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Na lista dos transferidos está Bruno de Souza Carvalho. No site do Tribunal de Justiça do Amazonas, o pedido de transferência dele consta como feito no dia 9 de maio.

“Nós descobrimos que, dos nove inicialmente transferidos, não há nenhum que pertença à facção criminosa responsável por esse último massacre. Mais 20 líderes de facções serão transferidos. Aí sim, esses 20, todos eles têm relação com essa facção desse massacre”, disse Leda Mara Albuquerque, procuradora-geral de Justiça do Amazonas.

A pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Polícia Federal vai investigar as mortes em Manaus. De acordo com o Ministério, os crimes representam grave violação aos direitos humanos.

Em dois dias, 55 presidiários foram assassinados em quatro cadeias no Amazonas. As mortes ocorreram entre domingo (26) e segunda-feira (27).

A maioria das vítimas do massacre desta semana morreu de asfixia ou golpeada por objeto perfurante.

 2017, os presídios de Manaus já tinham sido palco do maior massacre do sistema penitenciário do estado, com 65 mortes dentro de unidades prisionais — foram 56 casos apenas no Compaj.

Naquela época, membros da Família do Norte (FDN) atacaram presos do Primeiro Comando da Capital (PCC) durante uma rebelião que durou 17 horas.

O juiz Glen Machado, titular da Vara de Execução Penal, disse que os novos confrontos ocorreram por causa de uma briga de poder dentro da FDN, que age nos presídios do Norte e Nordeste do país e domina a rota do tráfico no rio Solimões.

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Fonte: G1
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