Incêndio em estação do Metrô durante protesto no Chile — Foto: Reuters/Ramon Monroy

O Presidente do Chile, Sebastián Piñera, decretou estado de emergência na madrugada deste sábado (19) após protestos que tomaram estações de Metrô na capital Santiago.

As manifestações, que aconteceram contra aumento no preço das passagens, acabaram em violência.

Segundo a CNN, Piñera disse que o estado de emergência vale para as províncias de Santiago e Chacabuco e também nas comunas de Puente Alto e San Bernardo, na Região Metropolitana.

O general da divisão Javier Iturriaga del Campo foi nomeado chefe da defesa nacional.

Com o decreto, o governo pode restringir a liberdade de locomoção e reuniões, entre outras medidas.

Campo descartou impor agora toque de recolher. “No momento, não temos informações que nos obriguem a decretar o toque de recolher”, disse o general. Ele anunciou, porém, que forças militares começarão a patrulhar a cidade nos “setores mais conflituosos”.

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O presidente afirmou ainda que nos próximos dias o governo convocará um diálogo transversal e fará ‘todos os esforços para aliviar a situação dos que foram afetados pelo aumento”.

Tensão nos protestos

Santiago foi palco de violentos protestos após a convocação de uma série “evasões em massa” no metrô contra o aumento de 800 para 830 pesos na passagem no horário de pico.

Protestos atiram bombas de gás contra manifestantes em Santiago — Foto: Reuters/Carlos Vera
Protestos atiram bombas de gás contra manifestantes em Santiago — Foto: Reuters/Carlos Vera

Segundo a AFP, a manifestação, a princípio pacífica, degenerou em protestos violentos que prosseguiram pela noite, com ataques incendiários contra um prédio da companhia de eletricidade ENEL e outro do Banco do Chile, e a várias estações do metrô.

Próximo ao prédio incendiado, um supermercado foi atacado e saqueado, revelou a TV local.

Ainda de acordo com a AFP, várias estações do metrô também foram incendiadas com coquetéis molotov.

A empresa informou que a totalidade do Metrô da capital, que transporta cerca de três milhões de passageiros por dia, deixou de operar após os ataques.

Manifestante é detido pela polícia de choque durante ato em Santiago — Foto: Reuters/Carlos Vera

Na estação de La Moneda, em frente à sede do governo, dezenas de manifestantes – na maioria jovens – depredaram instalações no início da tarde. A polícia respondeu com jatos d’água e bombas de gás lacrimogêneo.

Depois, os atos aumentaram e a violência aumento, com manifestantes atirando paus e pedras em direção às forças policiais, que reagiram com o uso de carros de choque. A sede do governo foi cercada por um perímetro de segurança.

Fonte: G1

 

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