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Presidente de sindicato dos médicos do AM critica plano do governo de usar maternidade

Mário Viana disse que governo do Amazonas não se preparou como devia para uma nova onda de casos da doença.

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O presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mário Viana, criticou plano do governo de usar o Instituto da Mulher e Maternidade Dona Lindu para atender pacientes com Covid-19, em Manaus.

Ele esteve em frente à maternidade neste sábado (2) e disse que a utilização da unidade pode gerar uma onda de infecções e agravar o quadro de grávidas atendidas no local.

O Instituto da Mulher e Maternidade Dona Lindu ainda não está sendo usado para receber os pacientes.

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O governador Wilson Lima anunciou que a unidade sendo preparada para abrir 46 leitos clínicos e 13 de Unidade de Terapia intensiva (UTI) voltados para pacientes com a doença.

Ele também ressaltou que o plano é que os novos leitos na maternidade comecem a funcionar ao longo da próxima semana.

“Recebi a notícia de que um andar do Instituto da Mulher vai ser fechado para receber apenas pacientes com Covid. E é paciente clínico, homem, mulher sem estar grávida, sem nada. Isso vai ser um foco de infecções dentro da maternidade. A gestação já é algo de risco para a doença. Por mais que se isole um andar, será um risco para os profissionais e pacientes que estão na unidade”, criticou Viana.

O dirigente explicou ainda que correto seria isolar os pacientes com a doença em um único hospital e montar uma unidade de campanha ao lado.

Leia também: Manaus terá pacote de medidas em combate à Covid-19

Ele criticou o Governo do Amazonas e disse que o estado não se preparou como devia para um novo pico da Covid-19.

“O princípio básico para tratar doença infecciosa é isolar os pacientes que estão contaminados. O Governo teve tempo de se planejar, mas não aprendeu a lição. Os prontos-socorros já estão sobrecarregados com outras doenças. As pessoas vão ficar com medo de vir. Vão ficar em casa e não vão morrer de Covid, mas de outras coisas, em suas casas. Não se pode cometer o mesmo erro que se cometeu na primeira onda”, afirmou o presidente do sindicato.

O estado do Amazonas já tem mais de 200 mil casos confirmados da doença. O número de mortes passa de 5,2 mil. Na quinta-feira, último dia de 2020, Manaus teve um novo recorde de internações com 124, número maior do que o registrado no pico da pandemia em maio.

Hospital 28 de Agosto lotado, em Manaus. — Foto: Divulgação/Simeam
Hospital 28 de Agosto lotado, em Manaus. — Foto: Divulgação/Simeam

Secretaria responde

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-AM), o governo tem empreendido todos os esforços para a ampliação do número de leitos na rede estadual de saúde. Em nota, o órgão também explicou sobre o uso do Instituto da Mulher e Maternidade Dona Lindu para receber pacientes com a doença.

“Desde o início da pandemia do novo Coronavírus, todas as unidades de saúde da rede estadual estabeleceram fluxos diferentes, com portas de entrada segregadas e equipes de profissionais distintas, para o atendimento de pacientes com Covid-19 e pacientes de outras patologias. Esses fluxos seguem em funcionamento, inclusive nas maternidades, hospitais e fundações”, explicou a SES.

Ainda segundo a secretaria, está sendo feita uma reorganização das unidades de saúde na capital. A Fundação Hospital Adriano Jorge deve receber pacientes com outras patologias, enquanto o Hospital Universitário Getúlio Vargas será destinado para cirurgias ortopédicas, deixando os demais prontos-socorros como porta de entrada para casos de urgência e emergência.

Instituto da Mulher Dona Lindu deve receber pacientes com Covid-19. — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Instituto da Mulher Dona Lindu deve receber pacientes com Covid-19. — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Hospitais perto de um novo colapso

Na terça-feira (29), por causa do grande aumento de casos de Covid-19 em Manaus, dois hospitais montaram tendas externas para triagem de pacientes. O objetivo das estruturas montadas nos prontos-socorros 28 de Agosto e Platão Araújo é melhorar o fluxo e agilizar o atendimento nos casos de urgência.

Neste sábado (2), pessoas com sintomas da doença aguardavam, desde cedo, atendimento e denunciaram a falta de médicos no Hospital 28 de Agosto. A unidade fica ao lado do Instituto da Mulher e Maternidade Dona Lindu.

Por: G1 AM

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