A Prefeitura de Manaus vai injetar R$ 64 milhões na economia local, com a antecipação do 13º salário dos servidores ativos e inativos, que já terão a parcela disponível nas suas contas bancárias nesta sexta-feira (8). São 33 mil servidores ativos, cuja folha chega a R$ 56 milhões, e 6.811 aposentados e pensionistas da Manaus Previdência, somando aproximadamente R$ 8 milhões.

O anúncio foi feito pelo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, durante a abertura da Primeira 1ª Marcha de Vereadores do Amazonas, no auditório da Câmara Municipal de Manaus, onde ele proferiu palestra sobre a economia do Amazonas, conjunturas atuais e perspectivas futuras. O prefeito disse que a antecipação do 13º salário, bem como os pagamentos de salários sem atrasos, e o aumento dos investimentos em infraestrutura são marcas de sua gestão e resultado de uma política fiscal e financeira austera e rigorosa.

“Não é novidade na nossa gestão. Sempre antecipamos o 13º para o início de junho e já temos o dinheiro da segunda parcela, que será paga em dezembro, depositado. Com isso, garantimos que não haja atropelos, muito menos insegurança financeira aos nossos servidores, bem como aposentados e pensionistas”, disse Arthur Neto. “Eu trato essa questão dos servidores como sagrada”, finalizou.

Com os recursos injetados na economia local, o prefeito espera um aquecimento, principalmente nos segmentos de serviço e comércio, com a proximidade de datas importantes, como as festas juninas, o Dia dos Namorados, o Festival Folclórico de Parintins e a Copa do Mundo de Futebol.

Além da antecipação do 13º, o prefeito também anunciou que ainda em junho iniciará um grande programa de infraestrutura, para a recuperação de 2 mil ruas por mês, com previsão de chegar a 10 mil ruas, durante a execução do programa de Verão. 

 

Futuro da Economia

Em sua palestra aos vereadores do Amazonas, reunidos no auditório da Câmara Municipal de Manaus, representando 33 dos 62 municípios do Estado, o prefeito avaliou a crise que se abateu sobre o país na última década, com acento grave durante os últimos cinco anos da ex-presidente Dilma Rousseff, e que sofreu um novo revés nestes últimos dias com a greve dos caminhoneiros em todo o país. “O Brasil virou de cabeça para baixo e o cenário nos indica que o crescimento não chegará a 2%, muito menos que os 3,6% previstos”, disse.

Prevendo dias difíceis para a economia do País, como um todo, e especificamente para o Amazonas, Arthur alertou que é necessário rever o Polo Industrial de Manaus, que vem apresentando crise de faturamento, queda na evolução de mão-de-obra, com corte de aproximadamente 40 mil empregos diretos. “Mantido o contexto atua, o cenário é de forte crise econômica e social, queda no polo industrial e esvaziamento do interior”, alertou.

Na avaliação do prefeito de Manaus, é preciso planejamento e estratégia, para efetivar as mudanças que se fazem necessárias, e a busca de modos alternativos para a economia local. Ele apontou como imprescindível a diversificação da indústria, com atração de novas fábricas de produtos que estão se consolidando no mercado mundial, dentro do que ele define como a quarta revolução industrial. “Já perdemos três dessas revoluções, não podemos perder a quarta”, afirmou. Entre os novos segmentos, o prefeito aponta biotecnologia, gasoquímico, produção de drones, entre outros.

Virgílio alertou, ainda, sobre a necessidade de profundos investimentos em infraestrutura de logística, como a construção de estradas, portos, aeroportos, que possibilitem o aproveitamento das potencialidades do interior, como o aproveitamento do minério, da pesca, a consolidação de cluster de turismo, entre outros. “O Polo Eletroeletrônico, do jeito que está, não tem mais futuro. Precisamos atrair novas indústrias, reduzir as desigualdades com o interior, estabelecer planos de investimentos em infraestrutura, investir em ciência e tecnologia”, garantiu.

Ao final da palestra, o prefeito entregou ao presidente da União dos Vereadores do Amazonas, Álvaro Campelo, o levantamento dos dados sobre a economia local e as propostas por ele apresentada. “É uma contribuição com este movimento”, afirmou.

De acordo com o vereador, durante os dois dias de encontro em Manaus, serão levantadas as necessidades dos municípios e um documento será formatado para ser entregue ao governo do Estado e demais órgãos envolvidos para que sejam encontradas as soluções. “É um momento para ouvir, mas também iremos cobrar”, afirmou Campelo.

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