Vice-presdiente Mourão em entrevista para TV Brasil. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasi)
Vice-presdiente Mourão em entrevista para TV Brasil. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasi)

Em entrevista ao programa da TV Brasil, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, falou sobre temas como relações internacionais, reforma da Previdência e desenvolvimento da economia.

O vice-presidente destacou que o Brasil pode fortalecer o comércio internacional a partir da disputa entre China e Estados Unidos.

Mourão embarca nesta semana para o país asiático, onde participa da quinta edição da reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), no dia 23 de maio, em Pequim.

Durante a entrevista, Mourão lembrou que a China passa por dificuldade no âmbito da segurança alimentar por causa da peste suína africana, vírus que tem dizimado o rebanho de porcos no território chinês.

Como consequência, o gigante asiático precisa importar proteína animal para alimentar uma população de 1,4 bilhão de pessoas. “O Brasil tem capacidade extraordinária de produção de alimentos. Então essa estratégia é que nós temos que traçar em ter essa aproximação com o mercado chinês.”

O vice presidente da Republica, Hamilton Mourão,dá entrevista ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil, em Brasília. (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
O vice presidente da Republica, Hamilton Mourão,dá entrevista ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil, em Brasília. (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Cosban

Instituída em 2004, a Cosban é o principal mecanismo de coordenação da relação bilateral entre Brasil e China e é comandada pelos vice-presidentes dos dois países.

Segundo Mourão, a ideia é resgatar e reorganizar a Cosban para fortalecer a cooperação econômica.

E informou que a reunião também vai servir como preparativo para a viagem do presidente Jair Bolsonaro à China no segundo semestre, provavelmente em outubro.

A iniciativa “Um Cinturão, uma Rota” (One Belt, One Road), também chamada de A Nova Rota da Seda, foi lançada em 2013 pelo presidente chinês Xi Jinping e visa promover acordos de cooperação para desenvolver projetos de infraestrutura, comércio e cooperação econômica na comunidade internacional.

Segundo Mourão, o Brasil, além de querer diversificar a exportação de produtos de maior valor agregado, pretende atrair investimentos de qualidade em projetos de infraestrutura para portos, ferrovias, rodovias e em energia renovável, como eólica e fotovoltaica.

A China é, desde 2009, o principal parceiro comercial e uma das principais fontes de investimento externo no Brasil.

As exportações do Brasil para o gigante asiático em 2018 superaram US$ 64 bilhões e as importações, US$ 34 bilhões.

Os principais produtos brasileiros exportados são soja triturada, óleos brutos de petróleo, minérios de ferro e seus concentrados, celulose e carne bovina.

No ano passado, os destaques na importação foram plataformas de perfuração ou de exploração, dragas, produtos manufaturados, como circuitos impressos e outras partes de aparelhos de telefonia.

 

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Fonte: EBC

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