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terça-feira, 26 março, 2019

Polícia diz que 3º jovem participou de planejamento de massacre

A Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça a apreensão de um adolescente de 17 anos que, segundo as primeiras investigações, participou do planejamento do ataque perpetrado nesta quarta-feira em Suzano (SP) por outros dois jovens, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25.

Os atiradores tiraram suas vidas e as de mais oito pessoas em uma locadora de veículos e na Escola Estadual Professor Raul Brasil – deixando, assim, 10 mortos, além de 11 feridos e atualmente sob cuidados médicos.

Em coletiva de imprensa, Ruy Ferraz Fontes, delegado-geral da Polícia Civil, afirmou que os investigadores aguardam o aval do juizado da Infância e Juventude para que a detenção deste terceiro participante possa ser efetivada.

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O representante da corporação evitou dar detalhes sobre a atuação do adolescente, limitando-se a dizer que este é também ex-aluno da escola, como Luiz Henrique e Guilherme – de quem era colega de classe.

Ainda de acordo com Fontes, o ataque foi planejado pelo menos desde novembro de 2018.

Motivação

O delegado-geral da Polícia Civil afirmou que as primeiras horas de investigação indicam que os atiradores foram motivados por questões “pessoais” na busca por reconhecimento em seu grupo.

“Eles não se sentiam reconhecidos e queriam demonstrar que podiam agir como em Columbine (escola americana onde dois alunos mataram 15 pessoas em 1999), com crueldade e um caráter trágico.

Isso nós já temos materializado”, disse, explicando que a inspiração no caso estrangeiro foi constatada através de pessoas que conviveram com os jovens em Suzano.

Ruy Fontes disse também que “aparecer na mídia” era um objetivo claro dos atiradores brasileiros e que a possível motivação por bullying não parece ser “tão significativa”.

Planejamento

Na coletiva, Guilherme, o mais jovem, foi apresentado como o líder da dupla.

A maioria de conversas entre ambos aconteceu pessoalmente – apenas uma pequena parte através da internet, segundo o delegado.

O representante da Polícia Civil disse também que, diferente do que apontaram boatos poucas horas após a tragédia, não há qualquer evidência de que os atiradores planejassem atacar outras escolas.

O carro usado pelos jovens na quarta-feira foi alugado em 21 de fevereiro e pago com um cartão de crédito.

Já parte dos aparatos usados – como uniformes e armas brancas – foi comprada na internet.

O ataque e as vítimas

Antes de entrar na escola, os autores do massacre alvejaram Jorge Antonio Morais, tio de Guilherme dono de uma locadora de carro próxima à escola.

Ele foi submetido a uma cirurgia na Santa Casa em Suzano, mas morreu em seguida em decorrência dos ferimentos.

Investigações mostram que Guilherme trabalhou com o tio na locadora dele, mas foi demitido por ter cometido pequenos furtos.

A dupla foi então para a Escola Estadual Raul Brasil, onde entrou através da porta da frente durante a hora do lanche.

Na sequência, os jovens, encapuzados, atiraram primeiro contra a coordenadora pedagógica da escola, Marilena Ferreira Umezo, e uma outra funcionária, Eliana Regina de Oliveira Xavier.

Os atiradores se dirigiram então para o pátio, onde balearam e mataram cinco alunos. Na sequência, foram ao centro de línguas, mas estudantes conseguiram se trancar na sala com a professora.

Neste momento, segundo a polícia, os atiradores se suicidaram no corredor.

O Censo Escolar de 2017 aponta que a escola Raul Brasil tem mais de mil alunos, que cursam do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Só havia estudantes do ensino médio no local no momento do ataque.

Segundo a PM-SP, Guilherme e Luiz Henrique usaram um revólver de calibre 38 e tinham “jet loaders”, acessórios que auxiliam a recarregar o tambor de um revólver com muito mais rapidez do que é feito manualmente – cápsula por cápsula.

Apesar de a venda de armas ter restrições no país, o acessório pode ser encontrado facilmente em lojas e até mesmo online. Nos anúncios, as peças são oferecidas por cerca de R$ 40.

Fonte: BBC News

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