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Na Bolívia, candidato de oposição acusa governo de fraude em eleições

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O tribunal eleitoral da Bolívia publicou na noite de segunda-feira novos dados que davam ao presidente Evo Morales votos suficientes para vencer as eleições no primeiro turno, o que levou a alegações de fraude por seu principal rival e a protestos violentos nas ruas.

O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) suspendera inesperadamente a contagem preliminar de votos na noite de domingo, quando os resultados mostravam que as eleições estavam a caminho de um segundo turno.

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A pausa abrupta alimentou preocupações de observadores eleitorais e governos estrangeiros sobre uma possível manipulação dos votos.

Depois de um intervalo de 24 horas, o TSE atualizou sua contagem para mostrar uma vantagem maior para o esquerdista Morales, com 46,85% dos votos contra 36,73% de seu oponente Carlos Mesa — justamente o número suficiente para dar ao atual presidente a vantagem de 10 pontos necessária para vencer no primeiro turno.

Enquanto manifestantes brigavam com a polícia nas ruas da capital La Paz do lado de fora do local da apuração, o candidato de centro-direita Mesa classificou os resultados como “vergonhosos” e disse que não os reconheceria.

Membro das forças de segurança é visto em meio à fumaça provocada por gás lacrimogêneo em protesto de apoiadores de Carlos Mesa em La Paz, Bolívia, na segunda-feira (21) — Foto: Ueslei Marcelino/ Reuters

“Confiamos que os cidadãos não aceitem esse voto”, disse Mesa a repórteres na cidade de Santa Cruz. “Este governo levantou uma situação impossível… para tirar sarro do voto popular”.

Na véspera, Mesa —um ex-presidente que foi forçado a renunciar devido a protestos— havia comemorado o avanço para o segundo turno, com a contagem oficial com quase 84% dos votos mostrando que Morales não havia alcançado os votos necessários para se eleger na primeira votação.

Mas Morales, que conquistou seus três mandatos anteriores com maiorias sólidas, insistiu na noite de domingo que os votos das áreas rurais lhe dariam uma vitória absoluta.

A incerteza provocou protestos pelo país e diplomatas e observadores internacionais temiam por uma repetição do tipo de manifestações violentas e distúrbios que abalaram o Chile e o Equador recentemente.

Fonte: Reuters

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