Foto: Reprodução

Suspeito de ter assassinado a advogada Tatiane Spitzner, o marido da vítima, Luiz Felipe Manvailer, usava apelidos humilhantes ao se dirigir à esposa. Segundo denúncia do Ministério Público do Paraná publicada pelo UOL, Luiz usava apelidos como “bosta albina” para se referir a Tatiane.

De acordo com os promotores, Luiz “praticou todas as formas de violência familiar e doméstica contra Tatiane Spitzner”. O MP ainda detalha que Luiz usava de violência psicológica ao obrigar a mulher a fazer todos os serviços domésticos e não permitir a contratação de uma diarista.

O caso

Tatiane foi encontrada morta no dia 22 de julho, após cair da sacada de seu apartamento na cidade de Guarapuava (PR). Vizinhos testemunharam a queda e ligaram para a polícia. Porém, ao chegar ao local, a polícia não encontrou o corpo de Tatiane na frente do prédio. Os policiais seguiram um rastro de sangue e encontraram o corpo de Tatiane em seu apartamento, no quarto andar.

Marido de Tatiane, Luiz Felipe foi preso horas depois ao se envolver em um acidente de trânsito. A polícia acredita que ele teria removido o corpo da calçada e o levado até o apartamento para tentar ocultar o crime.

Vídeos de câmeras de segurança obtidos pela polícia mostram uma violenta discussão entre o casal na noite do crime. Nos vídeos, Luiz dá tapas em Tatiane e a arrasta até o apartamento do casal.

Repercussão internacional

Em extensa reportagem publicada nesta quarta-feira com o título “Cenas de abuso doméstico chocam o Brasil”, o The New York Times relata detalhes do caso e cita dados de uma pesquisa que mostra que um terço das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de agressão. A reportagem detalha ainda  repercussão do caso no Brasil e menciona o aumento das menções em redes sociais sobre campanhas de combate à violência contra a mulher.

Fonte: Da Redação

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