Delegação parlamentar
Manifestações na Venezuela - Reuters/Carlos Garcia Rawlins/Direitos reservados

O EUA pressionam o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a reivindicar eleições livres, justas e críveis para a presidência da Venezuela, com supervisores internacionais, disseram diplomatas, numa medida que motivou a Rússia a propor outra resolução.

Moscou e Washington estão em desacordo sobre uma campanha liderada pelos EUA para o reconhecimento internacional do líder de oposição na Venezuela e chefe da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, em detrimento do presidente Nicolás Maduro. Guaidó, no mês passado, se declarou chefe de Estado interino.

LEIA TAMBÉM:

Trump e Kim Jong-un reúnem-se no fim do mês no Vietnã

Sobe para sete o número de mortos em consequência do temporal no Rio

Diplomatas dos 15 membros do Conselho de Segurança reuniram-se na tarde da sexta-feira para discutir a resolução escrita pelos EUA, vista pela Reuters, que expressaria “total apoio à Assembleia Nacional como a única instituição democraticamente eleita”.

Rússia, China, Guiné Equatorial e África do Sul, também no mês passado, impediram que o Conselho de Segurança emitisse um comunicado com a mesma linguagem.

Mas os mesmos quatro países, liderados pela Rússia, não conseguiram impedir o conselho de discutir publicamente a Venezuela.

Durante discussões sobre a resolução escrita pelos EUA, na sexta-feira, a Rússia – que tem acusado Washington de apoiar uma tentativa de golpe na Venezuela – propôs um texto alternativo, disseram diplomatas.

O rascunho da Rússia expressaria “preocupação com as tentativas de intervir em assuntos que são, essencialmente, de jurisdição doméstica”.

Expressaria, também, “preocupação com a ameaça do uso de força contra a integridade territorial e independência política” da Venezuela.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a intervenção militar na Venezuela seria “uma opção”.

Não está claro quando, ou mesmo se, qualquer uma dessas resoluções serão colocadas a voto no Conselho de Segurança.

Uma resolução do Conselho precisa de nove votos e nenhum veto de Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia ou China para ser aprovada.

Quase 50 países já reconheceram Guaidó, disse uma alta autoridade dos Estados Unidos, na quinta-feira, e pedem eleições presidenciais livres e justas.

Maduro ganhou a reeleição, em maio do ano passado, com baixo comparecimento às urnas e alegações de compra de votos pelo governo.

A resolução dos Estados Unidos expressa “profunda preocupação” de que a eleição presidencial não foi livre nem justa.

A resolução russa “apoia todas as iniciativas que buscam uma solução política entre venezuelanos… incluindo o Mecanismo de Montevidéu, por meio de um processo de diálogo nacional genuíno e inclusivo”.

Fonte: Reuters

1 COMENTÁRIO

SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.