Coletes amarelos fazem protestos nas ruas de Paris neste sábado (12) — Foto: Bertrand Guay / AFP

Dezenas de coletes amarelos se concentram em diferentes pontos da França, especialmente em Paris e Bourges (centro do país), para o 9º sábado de protestos contra o governo do presidente Emmanuel Macron.

Com medo de novos episódios de violência, o Ministério do Interior voltou a aumentar o dispositivo policial, com 80 mil agentes mobilizados em todo o país – 5 mil deles em Paris, segundo a agência Efe.

Depois da trégua natalina, cerca de 50 mil coletes amarelos já se manifestaram na semana passada e houve registro de incidentes violentos.

A polícia teme que neste sábado haja um aumento na mobilização dos manifestantes.

Em Paris, vários manifestantes se concentraram em frente ao Ministério de Economia, em Bercy.

A polícia controlava as bolsas e mochilas dos manifestantes que chegavam à região e, até o início da manhã, não houve registro de tumulto.

A Champs-Élysées, palco de confrontos em dezembro, foi fechada foi fechada preventivamente.

O tráfego também foi interrompido em diversas ruas no entorno da Praça da República e da Estação do Norte.

Bourges

Coletes amarelos se reúnem na cidade de Bourges, no centro da França, neste sábado (12)  — Foto: Guillaume Souvant / AFP

Coletes amarelos se reúnem na cidade de Bourges, no centro da França, neste sábado (12) — Foto: Guillaume Souvant / AFP

A cidade de Bourges, no centro do país, foi escolhida para concentração dos coletes amarelos para facilitar a participação de manifestantes que vierem de outras províncias.

O vice-ministro do Interior, Laurent Nunez, prometeu “tolerância zero” contra os desordeiros, em mensagem do Twitter. “Se houver confusão, aqui como em toda a França, daremos uma resposta extremamente firme”, afirmou Nunez, que está em Rouen (a cerca de 150 km de Paris).

Manifestações

O primeiro protesto, em 17 de novembro, reuniu cerca de 290 mil pessoas. Muitas portavam o colete amarelo fluorescente – item de segurança obrigatório nos veículos franceses –, que acabou virando símbolo da nova onda de protestos.

Desde então, a França enfrentou uma série de bloqueios de rodovias, protestos de motoristas de ambulâncias e manifestações de estudantes secundaristas.

Fonte: G1

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