Manifestante protesta a favor de fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que está preso em Londres 14/06/2019 REUTERS/Hannah Mckay
Manifestante protesta a favor de fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que está preso em Londres 14/06/2019 REUTERS/Hannah Mckay

A audiência de extradição para decidir se o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, deve ser enviado para os Estados Unidos, onde enfrenta acusações que incluem espionagem, será realizada em fevereiro de 2020, decidiu um tribunal londrino nesta sexta-feira.

Assange, de 47 anos, enfrenta 18 acusações nos EUA, incluindo conspiração para invadir computadores do governo e violar uma lei de espionagem. Ele pode passar décadas na prisão se for condenado.

“É importante que as pessoas não sejam enganadas a acreditar que o WikiLeaks é qualquer coisa além de um site de publicações”, disse Assange em transmissão a partir de uma prisão em Londres.

“O governo dos EUA tentou enganar a imprensa”, disse ele ao Tribunal de Westminster.

À medida que Ben Brandon, que advoga a favor dos Estados Unidos, lia um resumo das acusações, incluindo que ele havia decifrado uma senha da rede da Defesa dos EUA, Assange disse: “Eu não invadi nada”.

Nascido na Austrália, Assange se tornou conhecido quando o WikiLeaks publicou milhares de segredos diplomáticos norte-americanos em 2010, despertando ira em Washington, que alegou ele havia posto vidas em risco.

Os defensores de Assange o exaltam como herói por lutar pela liberdade de expressão e expor o que descrevem como um abuso de poder feito pelos Estados modernos.

Ele passou quase sete anos abrigado na embaixada do Equador em Londres, onde se refugiou em 2012 para evitar a extradição para a Suécia devido a acusações de estupro.

Ele foi retirado da embaixada em 11 de abril deste ano e preso por 50 semanas por descumprir os termos da liberdade condicional.

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Fonte: Reuters

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