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Impasse na transição pode afetar segurança nacional dos EUA

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Os ataques de 11 de setembro de 2001 despertaram uma discussão sobre se os Estados Unidos ficaram mais vulneráveis por causa da demora da instalação da equipe de segurança nacional do então presidente republicano George W. Bush, diante da contestação do resultado das eleições no ano anterior pelo vice-presidente e candidato democrata Al Gore.

Uma comissão bipartidária estudou o assunto. No relatório final, a comissão constatou que o governo Bush levou 6 meses para instalar toda a equipe de seguranca nacional depois da posse no dia 20 de janeiro. Isso aconteceu também em outros governos.

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Presidentes americanos normalmente assumem com o foco nas questões internas. Só grandes crises, como os ataques da Al-Qaeda, voltam suas atenções para o mundo exterior no primeiro ano.

A comissão recomendou as seguintes providências: 

Unificar a informação de segurança nacional em uma agência, atualmente a Agência de Contrainteligência de Defesa e Segurança, para transmitir à equipe de transição do presidente eleito.

O atual governo deve fornecer informações de inteligência detalhadas à equipe de transição.

O presidente eleito deve submeter ao FBI, para averiguação de seu histórico e autorização de acesso a informações sigilosas, os nomes dos indicados para sua equipe de segurança nacional o mais depressa possível. Os candidatos dos dois grandes partidos podem apresentar esses nomes ao FBI antes mesmo da eleição.

O Senado deve aprovar nomes da equipe de segurança nacional do novo governo em 30 dias depois da posse, desde que esses nomes sejam apresentados antes dela.

Senadores republicanos nas comissões ligadas à defesa estão inquietos com o bloqueio, por parte da Administração Geral de Serviços, do acesso da equipe Biden às informações confidenciais e às verbas para iniciar a transição.

Alguns dizem que, se até sexta-feira esse impasse não se resolver, vão tomar medidas para assegurar esse acesso.

Biden não tem tido acesso sequer às mensagens enviadas para ele por governantes de outros países por meio do Departamento de Estado. Como é de praxe o departamento retransmitir essas mensagens que chegam durante a transição, os governos estrangeiros têm enviado para lá.

Mas o secretário de Estado, Mike Pompeo, declarou na terça-feira que “haverá uma transição do primeiro para o segundo mandato” do presidente Donald Trump.

Pompeo tem pretensões à Casa Branca, e acha que a lealdade a Trump pode lhe render dividendos políticos no futuro. Afinal, o presidente recebeu mais de 71 milhões de votos.

Pesquisa do instituto Ipsos publicada no dia 28 indicou que 26% dos americanos aprovariam a conduta do presidente de não aceitar a derrota. Esse grupo representa 51% dos republicanos.

Fonte: CNN

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