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Familiares cobram esclarecimentos sobre morte de soldado

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Familiares e amigos do soldado Jhonata Corrêa Pantoja, 18, realizaram uma manifestação pacífica, na manhã deste sábado (8), para pedir justiça e esclarecimentos sobre a morte do jovem.

O ato aconteceu em frente ao 7º Batalhão de Polícia do Exército, na Avenida São Jorge, bairro São Jorge, zona oeste de Manaus, e reuniu aproximadamente 70 pessoas.

A equipe do 21º Distrito Integrado de Polícia (DIP) esteve no local para garantir a ordem dos manifestantes, que utilizaram cartazes e um carro de som.

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A mãe do soldado, Kelianne Pantonja, 34, relatou a indignação sobre o atraso da informação da morte do filho. A família só recebeu a notícia na última terça-feira (4), por volta das 7h30.

“Quem recebeu a notícia da morte dele foi o meu irmão, que convivia com ele, quando o corpo já estava no IML. Se o meu filho se matou ou tiraram a vida dele por que não avisaram antes? Por que não avisaram logo os familiares? Se foi um suicídio, porque também não nos chamaram?”, indagou a mulher.

Conforme o relatório do Instituto Médico Legal (IML), Jhonata Pantoja morreu com um disparo de arma de fogo, por volta das 3h da última segunda-feira (3).

Hematomas

O soldado ainda chegou a ser encaminhado e atendido no Hospital e Pronto-socorro (HPS) 28 de Agosto, na zona centro-sul da capital, mas morreu por volta das 3h30.

O corpo do jovem foi encontrado com vários hematomas na região das costas, no braço e na cabeça.

Ainda segundo a mãe do soldado, a versão do Comando do Exército da Amazônia (CMA) de que o jovem cometeu suicídio é falsa.

Além disso, a família afirma que até o momento não recebeu nenhuma assistência ou apoio do CMA, e que a instituição ocultou as provas e coagiu os outros soldados, que estavam presentes no dia da morte de Jhonata, para que não contassem nada sobre a ocorrência.

“Eu sei que meu filho não ia tirar a vida dele desse jeito. Tinha marcas nas costas, na cabeça, como que um jovem vai tirar a vida desse jeito? Eu quero entender, eu quero saber a verdade. Esses jovens (soldados), que estão em busca dos seus sonhos, estão sendo coagidos para não falar a verdade sobre o que aconteceu com o meu filho”, afirmou Kelianne.

Celular

Segundo o tio de Jhonata, Valdionor Maciel, os pertences do jovem foram entregues para a família, mas o CMA ainda não devolveu o celular do soldado.

“O celular do Jhonata, até hoje, ninguém sabe onde foi parar. Eles não deram satisfação, não disseram se vão entregar e nem nada. Mas assim que eu pegar esse celular, nós vamos pagar uma perícia para apurar se eles apagaram alguma coisa particular. Nós vamos saber”, disse Valdionor Maciel.

Até o fechamento desta edição o CMA e o 7º Batalhão de Polícia do Exército não se pronunciaram sobre a manifestação ou quaisquer outras informações que a família exigiu na manifestação.

Fonte: D24AM

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