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Deputadas vão ao STF contra posts de Kicis e Zambelli

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Parlamentares do PT solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigue, no âmbito do inquérito das fake news, publicações falsas feitas pelas deputadas federais Bia Kicis (PSL-DF) e Carla Zambelli (PSL-SP) sobre o Policial Militar morto na Bahia ontem.

A notícia de fato foi apresentada ao relator do inquérito na corte, o ministro Alexandre de Moraes, pelas deputadas Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Maria do Rosário (PT-RS). A peça destaca em especial a posição de Bia Kicis, que hoje é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma das mais importantes da Câmara.

“A condição de parlamentar não permite incitar o cometimento de crimes, tampouco a condição de presidente da CCJ, devendo o ato de estimular um motim por parlamentar ser considerado gravíssimo, sobretudo por estar, mais uma vez, desafiando o Poder Político democraticamente escolhido pela população, instigando que as Polícias Militares tomem um posicionamento político que não lhes cabem”, dizem as deputadas do PT no documento.

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Na segunda-feira, Kicis chamou de “herói” o policial militar da Bahia que morreu após sofrer um surto psicótico e enfrentar com tiros colegas da corporação. No post, ela associava o caso às medidas determinadas pelo governador da Bahia Rui Costa (PT) contra a Covid-19 e dizia que “chega de cumprir ordens ilegais”.

Zambelli também fez uma publicação com a mesma associação e escreveu uma frase supostamente atribuída ao policial morto que dizia: “Não vou permitir que violem a dignidade humana de um trabalhador”. Ambas apagaram suas publicações.

Mesmo assim, as parlamentares petistas defendem que tais manifestações devem ser investigadas pelo STF pois “desbordam os limites do direito à manifestação do pensamento”.

“Compreende-se, portanto, que tais publicações no Twitter, ainda que deletadas pelas deputadas federais, demandam investigação desta Suprema Corte no âmbito do inquérito supracitado, motivo pelo qual o peticionante leva tais fatos ao conhecimento de Vossa Excelência, para que, se assim entender, promova-lhes a devida apuração”, solicitam Gleisi Hoffmann e Maria do Rosário.

*Com informação do O Globo

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