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Caças dos EUA abordam avião civil do Irã, que promete retaliação

O incidente fez com que a aeronave civil iraniana perdesse altitude deixando ao menos 12 feridos, incluindo tripulação e passageiros

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Caças F-15 com bandeira dos Estados Unidos fizeram uma abordagem militar a uma aeronave comercial iraniana, nesta quinta-feira (24), deixando vários feridos.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou que tomará as medidas em resposta ao evento, que ocorreu no espaço aéreo sírio.

“Os detalhes deste incidente estão sendo investigado e, depois que as informações forem concluídas, as medidas políticas e legais necessárias serão tomadas”, disse o porta-voz da Chancelaria iraniana Abas Musavi.

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A abordagem do F-15 ao Airbus A 310 da Mahan Airlines aconteceu ontem à noite (hora local), nos céus da Síria. O incidente fez com que a aeronave perdesse altitude e deixou 12 feridos, incluindo tripulação e passageiros.

O avião aterrissou em Beirute, destino programado, e depois retornou ao Irã, com pouso durante a madrugada no Aeroporto Imam Khomeini, em Teerã.

O Ministério de Rodovias e Desenvolvimento Urbano iraniano já apresentou uma queixa contra a ação militar americana, junto a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).

“Atacar um avião de passageiros é um ato terrorista. Como um avião de passageiros que voa em sua rota comercial, de acordo com os protocolos da aviação, pode ser atacado e ameaçado por caças em um país?”, questionou o titular da pasta, Mohamad Eslami.

Inspeção visual padrão

O Comando Central dos Estados Unidos (CentCom) confirmou hoje que abordou o avião para uma “inspeção visual padrão de um jato de passageiros da Mahan Airlines”.

A declaração do CentCom detalhou que o F-15 estava posicionado a uma distância segura de aproximadamente mil metros do avião e assim que o piloto identificou o avião como de passageiros da Mahan Air, “se distanciou com segurança”.

Aviões civis evitam sobrevoar a Síria por causa do conflito armado no país, onde há operações da aviação militar local, da coalizão russa e da internacional, de oposição ao regime de Bashar al Assad.

A tensão entre Irã e EUA aumentou desde a chegada do presidente Donald Trump ao cargo, piorou com a saída americana do acordo nuclear em 2018 e atingiu o ápice quando militares americanos mataram o comandante da Guarda Revolucionária Iraniana, Qasem Soleimani, em um bombardeio realizado em Bagdá, no Iraque.

Fonte: EFE/R7

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