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Atos antirracistas ‘tentam acabar com história dos EUA’, diz Trump

Evento do 4 de Julho reuniu cerca de 7.500 pessoas no Monte Rushmore, no dia em que o país registrou recorde de novos casos de coronavírus.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou nesta sexta (3), durante seu discurso do feriado de 4 de Julho, o que chamou de uma “revolução cultural de esquerda”, referindo-se aos recentes atos contra a desigualdade racial no país.

Para Trump, as manifestações que derrubaram ou tentaram derrubar estátuas de figuras históricas consideradas racistas, são realizadas por um grupo “fascista de extrema esquerda”, ao qual ele declarou uma batalha.

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“Nossa nação está testemunhando uma campanha impiedosa para acabar com a nossa história, difamar nossos heróis, apagar nossos valores e doutrinar nossos filhos”, disse o presidente americano.

“Não se engane, esta revolução cultural de esquerda foi projetada para derrubar a revolução americana”, completou Trump.

Além de se recusar a renomear bases militares que recebem nomes de generais confederados, Donald Trump também assinou um decreto que prevê prisão a quem depredar estátuas, monumentos ou memoriais nos Estados Unidos.

Donald Trump no Memorial Nacional Mount Rushmore, sexta-feira (3), na Dakota do Sul, nos EUA — Foto: Alex Brandon
Donald Trump no Memorial Nacional Mount Rushmore, sexta-feira (3), na Dakota do Sul, nos EUA — Foto: Alex Brandon

Multidão e recorde de coronavírus

O discurso de Trump reuniu cerca de 7.500 pessoas no Monte Rushmore, no mesmo dia em que o país registrou recorde diário de novos casos de coronavírus – mais de 57 mil em 24 horas.

Em todo o território, já são mais de 2,79 milhões de infectados e quase 130 mil mortes.

Na entrada do anfiteatro montado para o evento, foram distribuídas máscaras aos simpatizantes do presidente, mas grande parte dispensou o uso do item de segurança. O presidente mal falou sobre a pandemia durante o discurso.

O local reúne esculturas dos ex-presidentes dos EUA George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln, e não recebia espetáculos de fogos de artifício desde 2009 por preocupações ambientais. Porém, Trump defendeu que eventos do gênero sejam retomados no local.

Donald Trump e Joe Biden disputam eleições nos EUA — Foto: Saul Loeb, Ronda Churchill/AFP
Donald Trump e Joe Biden disputam eleições nos EUA — Foto: Saul Loeb, Ronda Churchill/AFP

De olho na reeleição

Embora as comemorações de 4 de Julho não façam parte de compromissos eleitorais, o presidente dos EUA aproveitou a ocasião para enfatizar seus ideais aos seus apoiadores.

“Há um novo fascismo de extrema esquerda que exige lealdade absoluta. Se você não fala sua língua, executa seus rituais, recita seus mantras e segue seus mandamentos, então você será censurado, banido, colocado na lista negra, perseguido e punido. Isso não vai acontecer conosco”, exclamou Donald Trump.

De acordo com o jornal americano “New York Times”, Trump vem perdendo apoio devido a sua gestão da crise do coronavírus.

A pesquisa mostra que o apoio de Trump caiu no segmento de brancos e universitários graduados, que tendem a votar nos republicanos.

Por isso, segundo o levantamento feito pelo jornal e o Sina College, Joe Biden obteve 50% das intenções de voto contra 36% de Trump.

Músicas de Neil Young

Não é a primeira vez que músicas de Neil Young são tocadas durante discursos de Donald Trump – e também não é a primeira vez que o ícone do rock condena o uso delas em eventos do presidente americano.

Nesta sexta, três faixas de Neil foram reproduzidas no Monte Rushmore: “Like a Hurricane”, “Rockin ‘in the World Free” e “Cowgirl in the Sand”.

Incomodado, o músico publicou um vídeo do evento em uma rede social dizendo que “isso não é legal” com ele.

Em outras ocasiões, Neil Young chamou Trump de “uma desgraça para o país” e disse que “‘Keep on Rockin ‘in the Free World’ não é uma música que você possa apresentar em seus comícios”, dirigindo-se a Trump.

Fonte: G1

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