Ativistas protestam após morte de cachorro, e Carrefour afasta equipe
Foto: Regis Duvignau / Reuters

A morte de um cachorro abandonado em uma unidade do Carrefour em Osasco (Grande SP) provocou a reação de protetores e ativistas.

Ele teria sido agredido por um funcionário no dia 28, segundo denúncia nas redes sociais. Imagens mostram manchas de sangue no chão, próximo ao animal. Também há possibilidade de ele ter sido envenenado.

Um laudo determinará a causa da morte.

Em nota

O Carrefour diz que repudia maus-tratos e que a equipe responsável pela segurança naquele dia foi afastada preventivamente, até a conclusão das investigações.

De acordo com os relatos, o cachorro estava na unidade havia alguns dias e chegou a ser alimentado por funcionários. Com o animal ferido, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) foi chamado e socorrido, mas ele não resistiu. A versão de atropelamento foi levantada, mas contestada por outros empregados, apontam as denúncias.

No sábado (1º), Beatriz Silva, presidente da ONG Bendita Adoção, e uma advogada estiveram na loja. Em transmissão pelo Facebook, disseram que testemunhas confirmaram a agressão.

O delegado Bruno Lima

Eleito deputado estadual pelo PSL, também esteve no local. Segundo ele, um boletim de ocorrência deve ser feito assim que o laudo for divulgado.

Na noite de sábado, um grupo protestou na unidade.

Maus-tratos contra animais é crime previsto em lei e que pode render pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.

OUTRO LADO

Leia a íntegra da nota divulgada pelo Carrefour:

A rede informa que repudia veementemente qualquer tipo de maus-tratos. Esclarece ainda que, preventivamente, afastou a equipe responsável pela segurança do local no dia da ocorrência até que a rigorosa apuração em curso seja concluída e as devidas providências adotadas. Reforça também que, assim que notou a presença do animal nas dependências da loja, o acolheu, oferecendo água e comida, até que a equipe do Centro de Controle de Zoonoses de Osasco chegasse ao local para o devido atendimento.”

Fonte: Lívia Marra para Folhapress.

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