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Após apreensão de dinheiro, vice-líder do governo no Senado deve perder cargo

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A apreensão de dinheiro vivo na casa e na cueca do vice-líder de governo no Senado, Chico Rodrigues, criou uma situação insustentável para a permanência dele na representação de governo, de acordo com lideranças ouvidas pela CNN.

Investigadores afirmam que localizaram R$ 30 mil escondidos na cueca do senador.

Líderes governistas, com quem a coluna conversou, afirmaram que aguardam um pedido de afastamento do próprio senador, ao menos, para se defender.

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Rodrigues foi alvo da Operação Desvid-19, que investiga um esquema de desvio de aproximadamente R$ 20 milhões em emendas parlamentares destinadas à Secretaria de Saúde de Roraima para o combate do novo coronavírus.

A Polícia apreendeu dinheiro na casa de Chico Rodrigues, em Boa Vista. Após o ocorrido, amigos, assessores e aliados políticos tentaram contato com ele. O senador, no entanto, desligou o telefone.

“Tentamos contato e ele não atendeu para saber o que está acontecendo. Essa situação é muito lamentável”, afirmou à deputada Sheridan à CNN.

Durante conversa com apoiadores nesta quarta-feira, em frente ao Alvorada, o presidente comentou sobre a operação, ainda sem informações de que envolvia uma liderança de governo.

“Ah, acabou a Lava Jato, pessoal? A PF está lá em Roraima hoje. Para mim não tem. No meu governo, não tem porque botamos gente lá comprometida com a honestidade, com o futuro do Brasil”, disse.

O senador conta com especial prestígio junto ao Planalto. Desde o ano passado, abriga em seu gabinete o primo dos filhos de Bolsonaro, Léo Índio, que costumava frequentar o Planalto mesmo sem cargo.

Político nascido em Pernambuco com reduto eleitoral em Roraima, Chico Rodrigues divulgou uma nota à imprensa em que afirma que tem o passado limpo.

“A Polícia Federal cumpriu sua parte em fazer buscas em uma investigação na qual meu nome foi citado. No entanto, tive meu lar invadido por apenas ter feito meu trabalho como parlamentar, trazendo recursos para o combate à Covid-19 na saúde do estado”, afirmou.

Procurada pela CNN, a Polícia Federal não se manifestou sobre o caso. A investigação segue no Supremo Tribunal Federal sob sigilo.

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