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Mercado paralelo: ambulantes ‘invadem’ ruas do Centrão de Manaus

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Ao caminhar pelas ruas do Centro de Manaus, a presença dos vendedores ambulantes é logo notada por pedestres e carros que tentam trafegar pelos arredores da Feira da Manaus Moderna e do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, na região mais antiga da cidade.

Mesmo infringindo a Lei, os comerciantes irregulares de frutas e verduras afirmam que este é o único meio para sustentar suas famílias.

Esta semana, uma imagem com a rua Barão de São Domingos tomada por ambulantes ganhou repercussão nas redes sociais.

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Muitos internautas questionaram a legalidade da ação e informaram que os caminhões que descarregam mercadorias no local têm dificuldade de estacionar no local em horário comercial.

A foto com o número alto de ambulantes entre o mercado e a feira da Manaus Moderna ganhou repercussão | Foto: divulgação
A foto com o número alto de ambulantes entre o mercado e a feira da Manaus Moderna ganhou repercussão | Foto: divulgação

De acordo com a Lei Municipal n° 123 de 2004, é proibida a prática de comércio ambulante a uma distância menor que 200 metros de feiras e mercados.

Mesmo com orientações e notificações dos fiscais, os vendedores insistem em ocupar o espaço público destinado ao tráfego de pedestres ou trânsito de carros.

O que parece ser uma atitude para contrariar a determinação da Prefeitura de Manaus, é, na maioria dos casos, a única maneira que os comerciantes encontraram de conseguir renda para sustentar suas famílias.

De acordo com a Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), hoje, 40 fiscais atuam na fiscalização de ambulantes irregulares na região do Centro.

Os vendedores atuam vendendo frutas e verduras para sustentar suas famílias | Foto: Leonardo Mota
Os vendedores atuam vendendo frutas e verduras para sustentar suas famílias | Foto: Leonardo Mota

A medida de apreensão das mercadorias perecíveis só é realizada após notificação anterior aos vendedores.

Caso eles permaneçam no espaço, a mercadoria é apreendida e, se estiver própria para o consumo, é doada imediatamente para instituições de caridade.

Já o haitiano Joseph Henry, de 32 anos, que improvisou com um carrinho de mão a venda de meias, conta que por ele ser estrangeiro, muitas pessoas preferem não comprar com ele.

Os lojistas regularizados contam que a presença dos vendedores ambulantes em frente às lojas não incomoda o ritmo das vendas, mas o maior problema, segundo a gerente de uma loja situada próxima ao Mercado Adolpho Lisboa, é a sujeira deixada em frente ao estabelecimento.

Região do entorno do Mercado possui vários vendedores ambulantes estrangeiros | Foto: Leonardo Mota
Região do entorno do Mercado possui vários vendedores ambulantes estrangeiros | Foto: Leonardo Mota

Segundo a Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), não é possível contabilizar o número de vendedores ambulantes que atuam na feira da Manaus Moderna e Mercado Adolpho Lisboa.

O órgão informou que esses comerciantes são invasores e não ficam fixos em um lugar, por isso a contagem oficial fica inviável de ser feita.

De acordo com o órgão, ações de reordenamento e retirada são feitas, periodicamente, naquela área, mas, passada a ação, a maioria retorna.

Questionados sobre o grande número de estrangeiros que atua de forma irregular nas proximidades da feira e do mercado, a Semacc informou que essas pessoas estão sendo gradativamente realocadas para as Feiras nos bairros de Manaus.

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Fonte: Em Tempo
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