A manifestação iniciou nesta sexta-feira (14) às 8h30 | Foto: Marcely Gomes
A manifestação iniciou nesta sexta-feira (14) às 8h30 | Foto: Marcely Gomes

Estudantes, professores e técnicos-administrativos interditaram parcialmente a avenida Rodrigo Otávio que dá acesso a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no bairro Coroado, Zona Leste de Manaus.

A manifestação iniciou nesta sexta-feira (14) às 8h30 afetando o trânsito ao redor da universidade.

A principal pauta de reivindicação dos manifestantes é o corte de investimentos destinados ao ensino superior público.

Apesar do MEC ter liberado a verba de R$ 38 milhões para as universidades e institutos federais, os manifestantes afirmam que as instituições de ensino vêm sofrendo gradativamente com a redução de investimentos em ensino, pesquisa e extensão.

A representante do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas ( Sintesam), Ana Grijó, afirmou que a mobilização foi motivada contra as medidas do governo Bolsonaro, especificamente em relação à Reforma da Previdência.

“Esse movimento de professores e alunos é uma reação contra projetos do atual governo. A previdência social retira o direito dos trabalhadores. Se essa proposta for aprovada, ninguém mais vai se aposentar. Todos devem se defender”, frisou Grijó.

O acadêmico de história Cristopher Rocha, que faz parte da União Nacional dos Estudantes (UNE), também disse que as manifestações do dia 15 e 30 de maio trouxeram impactos nas decisões das autoridades em relação ao contingenciamento de verbas das universidades.

“Essa reforma da Previdência ataca a juventude e os trabalhadores negros que ocupam os espaços informais. É antipopular como todas as medias desde que o Bolsonaro assumiu. Por isso nos posicionamos contra a reforma da Previdência e pedimos que o orçamento das universidades seja desbloqueado”, afirmou o estudante.

Professores da rede municipal se reuniram em frente à sede da Prefeitura Municipal de Manaus, na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste da capital às 9h.

Segundo a presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil no Amazonas (CTB-AM), Isis Tavares, a categoria é contra a reforma previdenciária e aos cortes da educação no país.

Refinaria de Manaus

Trabalhadores da Refinaria Isaac Sabbá, conhecida como Refinaria de Manaus, localizado na rua Rio Quixito, bairro Vila Buriti, Distrito Industrial de Manaus também aderiram a paralisação e pararam as atividades no início desta sexta-feira (14).

A refinaria, que pertence à Petrobras, possui capacidade instalada para 47 mil barris por dia e se encontra à margem esquerda do Rio Negro, na capital amazonense.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo no Amazonas (Sindipetro – AM), Marcos Ribeiro, a privatização das refinarias trará grave consequências para a população brasileira.

“Estamos protestando contra a venda de 8 das15 refinarias do país, ou seja mais de 50% está sendo vendida. O Governo levanta esse discurso falfo que a privatização vai ser sinônimo de redução de combustível. Mas na verdade vai gerar uma taxa maior do preço do combustível”, declarou Marcos.

Além de protestar contra as privatizações de órgãos e empresas estatais no brasil, a luta contra a Reforma da Previdência e a manifestação em defesa da educação estão entre as reivindicações da paralisação que iniciou nessa sexta-feira (14) em todo o país.

Bancários

A praça Heliodoro Balbi, conhecida como Praça da Polícia, localizada na avenida Sete de Setembro, bairro Centro é palco de protestos de profissionais que atuam em agências bancárias.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários, Nindeberg Santos, a concentração iniciou às 7h na praça, paralisando todas as atividades bancárias.

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Fonte: Em Tempo

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