Foto: Netflix / Divulgação

Na série La Casa de Papel, acompanhamos um grupo de criminosos (eu deveria dizer quadrilha, mas alguém consegue chamar esses bandidos simpáticos de “quadrilha”?) invadindo a Casa da Moeda da Espanha com o intuito de imprimir muitas notinhas e fugir por um túnel. Inicialmente, não sabemos os nomes verdadeiros deles, apenas seus apelidos, que são os mesmos de cidades famosas (Denver, Rio, Berlim, Tóquio etc.). Guiados pelo Professor, o idealizador do assalto, a história se desenrola.

Como toda boa série latina, não podia falta muito amor, sangue, suor e lágrimas para temperar os ânimos. No oitavo episódio da segunda parte de La Casa de Papel, o Professor, o único integrante da quadrilha que estava fora da Casa da Moeda (pronto, falei!), termina de abrir o túnel, entra no local e é conduzido por Nairóbi até a sala onde todo o dinheiro impresso está guardado. Ao todo são € 984 milhões, devidamente empacotados.

A série faz questão de nos informar o dia, horário e quantas horas se passaram desde o início do assalto. A ação começa às 08h35 de uma sexta-feira e termina às 18h28 de uma quarta-feira – cerca de 130 horas, no total.

Se descontarmos o tempo de entrar na Casa da Moeda e toda a ação depois que Berlim ordena que Nairóbi pare as máquinas, temos 114 horas de impressão ininterrupta de dinheiro. São 8,6 milhões por hora – nada mal, não acha?

Nairóbitambém menciona, no segundo episódio da primeira parte, que as máquinas funcionarão 24 horas por dia, com paradas técnicas a cada 3 horas. Além disso, a cada meia hora que a máquina ficar parada, eles perdem meio milhão.

Bem, a resposta mais direta é NÃO.

E aí, Professor, vai fazer o que com essa grana toda?
E aí, Professor, vai fazer o que com essa grana toda?

Foto: Netflix / Divulgação

A verdadeira Casa de la Moneda está mais para um centro cultural do que um local onde se imprime dinheiro. Por isso, transfiro a comparação para a Casa da Moeda brasileira, onde nosso dinheiro é (quase sempre) impresso. Segundo um artigo no site Superinteressante, são impressas cerca de 10 mil folhas por hora – e cada folha rende 50 notas. Ou seja, se imprimíssemos apenas notas de R$ 100, em uma hora seria possível produzir R$ 50 milhões. Até aí, nada de errado.

O problema é que não dá pra sair imprimindo e empacotando a grana, as notas precisam secar por dois dias. Cada nota recebe 15 pigmentos diferentes, fora o número de série e a faixa holográfica na lateral das notas de R$ 100.

No fim das contas, o processo completo de impressão, análise e acabamento de cada nota leva cerca de dez dias. Não restam dúvidas: o sr. Torres é o melhor empregado de todos os tempos.

Vale lembrar ainda que no segundo episódio da primeira parte de La Casa de Papel, Tóquio menciona que eles almejam sair com dois mil e quatrocentos milhões de euros – mas, no final, eles não conseguem arredondar nem 1 bilhão. De qualquer forma, entre mortos, feridos e novas famílias formadas, eles devem ter saído nadando em dinheiro – € 196,8 milhões para cada um dos cinco sobreviventes.

E você, o que faria com toda essa grana?

Ah, e só pra lembrar…

Fonte: Geek

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