Guedes discute agenda pós-Previdência com secretários
Ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: Reprodução)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reuniu sua equipe de secretários para fazer, junto a eles, um balanço do primeiro semestre e um planejamento pós-Previdência.

Cada secretário apresentou “ideias e propostas”. Foram citadas ações como a reforma tributária, a liberação de recursos do FGTS e agendas de melhoria do ambiente microeconômico.

Também foram discutidas privatizações, fator que o governo pretende acelerar neste segundo semestre.

“Teremos muitas notícias daqui a duas semanas”, disse na quarta-feira, 10, o secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar.

As novas projeções da economia foram apresentadas na quinta-feira, 11, ao ministro da Economia, Paulo Guedes, durante evento realizado em um centro de convenções em Brasília feito para espelhar os “workshops” elaborados no setor privado.

O Ministério da Economia revisará nesta sexta-feira, 12, a projeção oficial para o crescimento da economia neste ano para um número entre 0,8% e 1%, de acordo com fontes da equipe econômica. A última estimativa, feita em maio, está em 1,6%.

A expectativa para a inflação, que também será revisada, deverá ficar “mais ou menos estável” em relação à anterior, que estava em 4,1%.

A ideia é que os índices oficiais fiquem mais próximos ao projetado por analistas do mercado financeiro.

No último boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na segunda-feira, a projeção estava em 0,82%. Já o Banco Central, no fim de junho, reduziu sua projeção de alta do PIB de 2% para 0,8%.

A redução do PIB terá impacto nas projeções de receitas feitas pelo governo, o que poderá levar a um novo contingenciamento de recursos.

Os indicadores macroeconômicos são utilizados para calcular os dados do relatório bimestral de receitas e despesas, que tem que ser divulgado até o dia 22.

A grade com indicadores macroeconômicos era, usualmente, divulgada juntamente com o relatório de receitas e despesas, mas a SPE decidiu antecipar a divulgação porque as projeções são feitas de uma a duas semanas antes, para possibilitar que a equipe calcule os dados do relatório, como o valor das receitas e a necessidade de contingenciamento de despesas.

Assim, no passado, a projeção oficial do PIB acabou ficando desatualizada antes mesmo da divulgação do relatório.

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Fonte: Estadão

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