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Durou pouco mais de um ano a filiação do vice-prefeito de Manaus, Marcos Rotta, no PSDB, partido do Prefeito Artur Neto.

Na manhã desta terça-feira, dia 7, pediu sua desfiliação do cargo. A carta de desfiliação foi dada entrada na sede do PSDB nesta manhã.

A decisão marca o rompimento com o grupo político que apoia a candidatura do senador Omar Aziz (PSD) ao governo do Amazonas.

Submisso

Rotta era um dos candidatos favoritos em intenção de votos nas  Eleições 2016  e, como presidente municipal do MDB, articulava sua campanha quando uma união de Arthur Neto (PSDB) com o senador Eduardo Braga (MDB) desmontou o palanque dele e o conduziu a se  tornar vice do tucano.

A dupla, beneficiada pelos erros da campanha da chapa adversária, venceu o pleito e, nas articulações das candidaturas da Eleição Suplementar de 2017, Arthur Virgílio deixou Eduardo Braga só para apoiar a candidatura de Amazonino Mendes (PDT).

Rotta foi pressionado e aceitou se desfiliar do MDB para se filiar ao PSDB.

No final do ano passado e  início deste ano, quando Arthur Neto encampou a defesa  de sua  candidatura à Presidência da República atuou como prefeito em exercício, mas manteve silêncio evitando aparecer para não pisar na vaidade dos líderes do grupo.

No prazo para desincompatibilização, foi orientado a ficar apto a se candidatar em 2018. Mais uma  vez, seguiu a orientação dos tucanos. Mas, no final do prazo para as convenções, não foi confirmado para nenhuma das vagas em disputa.

Sumiço

O cargo de vice-governador de Omar Aziz (PSD) ficou com Arthur Bisneto (PSDB) e o grupo decidiu lançar apenas um candidato ao Senado que é o vereador Plínio Valério (PSDB).

No final de semana, Rotta se recolheu após deixar no ar uma frase de incômodo ao ficar  de fora das candidaturas do grupo. Em entrevista ao site Estado Político, Rotta disse que ia “ver que rumo tomar”.

Nesta terça-feira, Rotta reapareceu negou que rompimento com Arthur. Três horas depois, o PSDB confirmou a entrega da carta de desfiliação.

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No entanto, se disse decepcionado com a forma de como as coisas se desenrolaram dentro do partido.
“O que mais me entristece não é o conteúdo do que foi feito. Mas a forma de como aconteceu. Somado a isso, teve a minha saída da Seminf. Saí da pasta porque me pediram para ficar apto a disputar a eleição. E, um dia antes da convenção, não tinha conhecimento das tratativas do partido. Fiquei sabendo do desfecho e dos rumos do partido pela imprensa. Houve uma falta de sensibilidade a minha posição política”, lamentou Rotta.
Segundo o vice-prefeito, ele nunca chegou a discutir com o partido a possibilidade de ser candidato a deputado estadual, federal, senador ou vice-governador. “O que discutiram e aventaram comigo foi a real possibilidade de eu ser candidato ao governo do Estado. Esse foi o único ponto que eu discuti com o meu partido. Essa questão de que eu queria ser vice de A ou B jamais passou de especulação. Eu nunca tive qualquer tipo de conversa nesse sentido”, destacou Rotta, ao acrescentar que aguardava do partido o que lhe foi prometido, ser candidato do PSDB ao governo do Estado.
“Se não foi essa decisão do meu partido, eu tenho que, como homem público sensato e maduro, respeitar. Eu posso discordar dela, mas respeito. Tanto respeito que, neste momento, estou saindo do PSDB em respeito à decisão tomada. As pessoas precisam entender que, assim como eu aceito a decisão delas, elas têm de respeitar a minha decisão”, ressaltou Rotta.
Na avaliação de Rotta, não há mais clima e nem ambiente para eu continuar no PSDB. “Infelizmente, o partido não foi transparente comigo, como eu sempre fui dentro do PSDB e dentro da administração municipal. Eu torço pela cidade de Manaus e trabalho diuturnamente por Manaus”, completou.
O vice-prefeito relembrou, ainda, os nove meses de trabalho exercido à frente da Seminf. “Dediquei-me a essa nobre missão que, apesar dos resultados positivos, teve reflexos na minha vida pessoal. Me distanciei da minha família e adquiri problemas sérios de saúde, entre os quais um pré-câncer no nariz, por conta da exposição errônea ao sol. Não foi brincadeira o que eu fiz à frente da Seminf. E me arrancaram da secretaria me prometendo um novo horizonte, o que não aconteceu. Repito, respeito a decisão tomada, assim como espero que respeitem a minha decisão e o meu posicionamento”, concluiu Rotta.
Rotta disse, ainda, que as últimas 48 horas foram decisivas para ele. Foi neste momento que ele mais contou com o apoio de sua família, principalmente da esposa e dos dois filhos, além de receber inúmeras mensagens positivas de amigos, políticos e de pessoas que ele não via há algum tempo. “Agradeço a todos pelo carinho e apoio. Vamos em frente”.

Fonte: BNC / Portal do Generoso

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