Tite coloca desempenho acima de tudo na seleção brasileira:
Foto: Reprodução

Por mais que o discurso na seleção brasileira seja de que a Copa do Mundo ficou para trás, essa bola volta e meia é levantada. Tite, o mais procurado justamente por ser o treinador, disse por exemplo que reviu a derrota para a Bélgica três vezes por completo e admitiu, por exemplo, que os comerciais de televisão veiculados antes, durante e depois do Mundial o expuseram talvez um pouco demais.

– Embora tivesse gravado bem antes, tenho consciência disso. Gravei numa folga, entre dezembro e janeiro. Mas não faria de novo, porque fica veiculando o tempo todo, enche o saco do pessoal. E recusei muitos – contou em entrevista ao jornal “O Globo”.

Durante a recuperação da lesão, fui na casa do Neymar e falei que era hora de 100% de foco. E ele negou comercial em que ganharia R$ 7 milhões. O dinheiro não o moveu, tem para três ou quatro gerações. Falo isso para dimensionar como ele é – completou ele.

Passada a Copa

É hora de falar do atual ciclo – que tem por objetivo final o Mundial do Catar, em 2022. Tite vem escalando jogadores que atuaram na Rússia, mas que dificilmente estarão no mesmo nível dentro de quatro anos – Paulinho, Miranda e Renato Augusto, todos eles na casa dos 30 anos, são alguns exemplos. O treinador justifica suas escolhas colocando o desempenho acima de tudo na seleção brasileira.

– Sou fiel até a página 2. Sabe qual é a página 2? Desempenho. Se o do Richarlison for superior ao do Willian, é o Richarlison. Se o do Cebolinha (Éverton, do Grêmio) for superior ao do Douglas Costa, vai o Cebolinha. Se Allan for mais do que Paulinho, é Allan. E pode haver situações eventuais. Vai que se firma alguém, o Rodrygo (do Santos). Mas o Rodrygo precisa amadurecer fisicamente, porque ele tem futebol na cabeça – garantiu.

Tite orienta Neymar em treino da seleção brasileira — Foto:  Lucas Figueiredo/CBF

Tite orienta Neymar em treino da seleção brasileira — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Tite explicou também o porquê de tornar Neymar o capitão fixo da seleção brasileira e revelou um conselho dirigido ao craque do Paris Saint-Germain.

Para dar apoio e responsabilidade. Ele disse “Pode contar comigo que sei da minha responsabilidade”. Na hora do desempenho alto ele não precisa de mim. Ele precisa no momento difícil. Mas você disse a ele o que precisa melhorar? Sim. Quer dizer para nós? Não. É uma coisa íntima.

Digo que ele é uma liderança técnica que também pode ser líder comportamental. E cresceu neste sentido, melhorou na relação com vocês (imprensa). Ele se expôs mais. Eu disse: “Mostra seu lado humano com mais frequência.” É um lado que nós conhecemos – concluiu.

Fonte: GE

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