A algumas horas de estrear na Copa do Mundo, o técnico Tite tem repetido um discurso que adotou desde os tempos de Corinthians – está mais preocupado com o desempenho da sua equipe do que com o resultado obtido. A prova é de que nem um eventual empate do Brasil com a Suíça neste domingo, na Arena Rostov, será motivo para apreensão exagerada.

“A estreia tem uma característica diferente. Eu também pensava que precisava ganhar o primeiro jogo, mas é preferível ter um grande desempenho. Nas últimas Copas, todos que fizeram 7 pontos se classificaram. Com 6 pontos, todos também se classificaram. Com 5, todos se classificaram. Então, não devemos ter desespero”, advertiu Tite. “É claro que queremos vencer, mas é uma fase diferente da eliminatória”, ponderou.

Muitos torcedores não pensam como Tite, ainda mais depois de ficarem acostumados com o bom rendimento da Seleção Brasileira sob o comando do treinador. Entre Eliminatórias e amistosos, foram 17 vitórias, três empates e somente uma derrota, com 47 gols marcados e apenas cinco sofridos.

“Mas, hoje, o torcedor está cada vez mais sabendo diferenciar desempenho de resultado, ainda mais na Seleção. Ele está conseguindo discernir. Na hora do impulso, pode ficar bravo porque não venceu, mas, depois, reconhece que houve desempenho. É um processo. Só que também sei que estamos lidando com emoções. Não vou cobrar que um torcedor fique feliz quando empatamos ou perdemos”, comentou.

Tite sabe que o desempenho e o resultado do Brasil nos últimos meses poderão deixar torcedores e críticos mais exigentes. “Nós criamos essa expectativa. Nós nos desafiamos. Existe uma pressão muito forte. O mundo do futebol está voltado para nós. Queremos ter a mesma naturalidade dos amistosos, cientes de que podemos controlar desempenho, mas não o resultado final”, repetiu.

Fonte: Gazeta Esportiva

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