Veteranos e novatos mostram empolgação para a estreia do Brasil
Atleta amazonense Guilherme Costa é uma das esperanças de medalha do Brasil no Parapan de Lima (Foto: Arquivo pessoal)

Boa estrutura, preparação adequada e força da delegação brasileira do tênis de mesa no Parapan enchem os atletas de esperança

O Brasil começa nesta quinta-feira (22) a sua caminhada nos Jogos Parapan-Americanos de Lima.

Apesar de a abertura da competição estar marcada para sexta-feira, os primeiros jogos da modalidade acontecem um dia antes, no Ginásio Polideportivo 3 da Villa Deportiva Nacional (Videna). E a empolgação entre os atletas brasileiros é grande.

Um dos pontos mais impactantes foi a boa estrutura oferecida em Lima para o torneio, a mesma que recebeu os atletas olímpicos no início do mês.

Quem chega ao Parapan pela primeira vez acaba se impressionando ainda mais. É o caso de Raíza Silva, que foi convocada de última hora para a classe 5, após o corte de Maria Luíza Passos.

“A estrutura excelente, a iluminação é bem bacana no ginásio onde acontecerão os jogos! Foi o que mais me impressionou. Eu fui pega de surpresa para participar do Parapan, então pretendo dar o meu melhor e lutar por uma medalha”, avisa Raíza.

Veterano em Parapans, Iranildo Espíndola, 50 anos, concorda com a colega sobre a estrutura.  “Não deixa nada a desejar a edições anteriores. Tudo adaptado, comida boa, apartamento legal, excepcional”, diz o atleta da classe 2, que tem como um dos grandes rivais o colega de equipe, Guilherme Costa, de quem fala com muito carinho:

“A rivalidade com o Guilherme é natural. Ele praticamente começou comigo. Ensinei muita coisa a ele. Eu brinco que ele é meu filhote, minha cria. É um moleque muito inteligente, dedicado, tudo que a gente passa ele assimila bem. A gente vem travando essa briga nos últimos anos. E ganha o Brasil no final. Esse Parapan vai ser o mais difícil da minha carreira. Temos adversários fortes do México, Chile, Costa Rica e Estados Unidos. Eu acredito, quero buscar a vitória sempre e a vaga para o Japão. Com a minha experiência, espero ter tranquilidade para usar na hora certa”, avisa Espíndola.

O tênis de mesa terá a terceira maior equipe dentro da delegação brasileira no Parapan. Iranildo acredita que este é um ponto importante para o esporte:

“É importante mostrar que o tênis de mesa cresceu. Aumentou o número de participantes e aumentou o nível também”.

Veja quem são os 30 atletas do tênis de mesa que vão brigar por medalhas nos Jogos Parapan-Americanos:

Classe 2 Feminino – Cátia Oliveira e Carla Maia.

Classe 3 Feminino – Marliane Santos e Thais Severo.

Classe 4 Feminino – Joyce Oliveira.

Classe 5 Feminino – Raíza Silva

Classe 6-7 Feminino – Millena França e Aline Ferreira.

Classe 8-10 Feminino – Danielle Rauen, Jennyfer Parinos e Lethícia Lacerda.

Classe 1 Masculino – Conrado Contessi e Aloísio Lima.

Classe 2 Masculino – Iranildo Espíndola e Guilherme Costa.

Classe 3 Masculino – Welder Knaf e David Freitas.

Classe 4 Masculino – Ecildo Lopes, Alexandre Ank e Eziquiel Babes.

Classe 6 Masculino – Goutier Rodrigues

Classe 7 Masculino – Paulo Salmin

Classe 8 Masculino – Luiz Filipe Manara e Francisco Wellington.

Classe 9 Masculino – Lucas Carvalho, Guilherme Ifanger e Ramon Colombo.

Classe 10 Masculino – Claudio Massad, Carlos Carbinatti e Diego Moreira.

Após uma maratona de jogos no primeiro dia do Parapan em Lima, o tênis de mesa brasileiro já pode comemorar os primeiros pódios.

Sete dos 30 atletas já estão garantidos nos pódios e têm grandes chances de brigar pelo ouro: Danielle Rauen (SF9), Eziquiel Babes (SM4), Guilherme Costa (SM2), Joyce Oliveira (SF4), Lucas Carvalho (SM9), Paulo Salmin (SM7) e Welder Knaf (SM3).

Vale ressaltar que o amazonense Guilherme Costa, venceu os dois jogos no grupo A e passou direto para a semifinal, garantindo medalha.

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Fonte: Assessoria CBTM

 

 

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