Sejel e Seduc levam JEAs para polo de Coari
Sejel e Seduc levam JEAs para polo de Coari (Foto: Divulgação)

Na 42ª edição, os Jogos Escolares do Amazonas (JEAs), realizado pelo Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Juventude, Esportes e Lazer (Sejel) e Secretaria de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc), é a competição mais esperada pelo público estudantil de todo o estado anualmente.

Nesta semana, as competições iniciaram no Polo IV do JEAs em Coari (a 363 quilômetros de Manaus).

Com dimensão continental, o Amazonas torna-se pequeno diante da força de vontade que cada delegação, de cada um dos municípios participantes demonstra, para se deslocarem aos polos regionais.

O JEAs, além de fazer essa união do estado com o espirito esportivo, fomenta a rivalidade sadia, cria e realiza sonhos e passa a mensagem de que estudar, vale a pena.

Na última quarta-feira (22/05), as competições que iniciaram em Coari, contaram com equipes das cidades de Uarini, Codajás, Tefé e Alvarães.

As histórias até a chegada em Coari são as mais diversas, mas o que conta é a força de vontade de cada aluno atleta e suas comissões que, mesmo quando o resultado não é o esperado, eles saem com sentimento do dever cumprido, de estudante e de atleta.

Exemplos não faltam

Os meninos da equipe juvenil de basquete da Escola Estadual Deputado Armando de Souza Mendes (GM) de Tefé sonham em ser campeões estaduais.

A delegação tefeense foi à competição com 35 representantes em todas as modalidades e como foram a única equipe inscrita no polo IV dos Jogos, já estão classificados para a fase final que ocorrerá em Manaus.

Segundo o técnico da equipe, Renato Almeida, eles estão mais maduros e vão dar o seu melhor.

“Desde o ano enfrentamos dificuldades para participarmos do JEAs municipal. Treinávamos três vezes por semana, vamos graduar isso para cinco e com o entrosamento que já existe no time, é certeza que vamos fazer uma boa competição” comentou Renato.

Renato é natural do Rio de Janeiro, ex-atleta de basquete, graduado e pós-graduado em Educação Física pela UFRJ, e assim que chegou no município percebeu a ociosidade dos jovens e a necessidade de resgatá-los da vida errônea.

Criou o projeto “Super Basquetebol Social” e hoje colhe os resultados positivos.

Foto: Divulgação

“Alguns alunos já conheciam a modalidade, mas não sabiam dos fundamentos. A partir daí, muito sonhos começaram.”

Integrante da equipe, Gustavo Pantoja, 17, lembra que sempre gostou do esporte e começou a jogar em 2015.

“Eu assistia meu primo jogar e sempre tive vontade. Comecei brincando 3×3, mas sem conhecer nenhuma das regras. Quando o projeto chegou na nossa escola, vi a oportunidade que eu queria, aprender e a praticar basquete. E o melhor, hoje represento nossa escola e município no JEAs, e temos conseguido resultados ótimos, o que me dá muito orgulho” disse Gustavo, ressaltando a importância do projeto.

“Para nós, que fazemos parte do projeto, que não atende só alunos, mas toda a comunidade que gosta do esporte, é muito importante. Esse objetivo, de afastar os jovens do vício das drogas e trazê-lo para uma vida mais saudável e divertida, é um instrumento importante. Existe uma grande união entre os membros do projeto, nos ajudamos, somos com uma família e podemos contar uns com os outros, dentro e fora da quadra”, completou.

Gustavo tem um sonho ainda mais forte depois que começou a jogar basquete, e mais forte ainda com os resultados que alcançaram no JEAs, 2018.

O garoto sonha em ser jogador profissional e disputar a Novo Basquete Brasil (NBB) pelo Flamengo.

Os jogos Escolares do Amazonas são isso. Inspiração para alguns, iniciação para outros. Alguns perdem, outros ganham, mas há sempre algo para tirar de tudo o que aconteceu.

Gustavo combustou o seu sonho, Renato oportunizou a iniciação do sonho do Gustavo, e os dois fizeram isso a partir do JEAs, talvez, sem nunca pensarem fazer parte da história em comum.

As disputas continuam, as dificuldades também, porém, a vontade de vencer, o espírito esportivo, é impreterível.

O próximo Polo da Competição é o município de Humaitá, distante 696 quilômetros de Manaus, onde mais histórias e sonhos tem espaço garantido.

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Fonte: Sejel

 

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