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Psiquiatria: um bate-papo sobre atenção e sensibilidade

O Portal Tipo Manaus conversou com as estudantes de Medicina, Barbara Seffair, Beatriz Said, Bruna Moraes e Nayara Leão, criadoras do Play na Psiquiatria.

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A Psiquiatria é uma das primeiras especialidades médicas a surgir. Derivada do termo grego Psychē, que significa alma, mente. Trata das patologias que alteram o comportamento humano, que causam sofrimento ou prejuízo funcional. Ela é responsável pelo diagnóstico e tratamento dos distúrbios mentais. Anda lado a lado com a psicologia, essa, que busca desvendar a origem das emoções e suas manifestações.

Play na Psiquiatria. (Foto: Divulgação/Instagram)
Play na Psiquiatria. (Foto: Divulgação/Instagram)

O Portal Tipo Manaus conversou com as estudantes de Medicina, Barbara Seffair, Beatriz Said, Bruna Moraes e Nayara Leão, criadoras do Play na Psiquiatria (@playnapsiquiatria) sobre a importância de falarmos e cuidarmos da saúde mental, síndrome de Estocolmo e o trabalho da psiquiatria em nossas vidas, confira:

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Tipo Manaus: O que motivou vocês a criar o @playnapsiquiatria?

Play na Psiquiatria: Então, a cada doença que estudávamos na faculdade, eu sempre tentava associar com um personagem da ficção para tentar fixar melhor o conteúdo, que era super extenso.

Com o início do período e abertura da matéria de psiquiatria, eu comecei a notar que muitos personagens de filmes e séries que eu assistia, se encaixavam nos transtornos mentais que estávamos estudando. Isso tornou meu aprendizado mais fácil e divertido.

Foi aí que tive a ideia de compartilhar com outros alunos de medicina e com o público em geral. Conversei com as meninas do meu grupo da faculdade e elas toparam entrar nessa comigo. E assim nós quatro começamos a investir na criação do Play.

Tipo Manaus: Qual a dica vocês dão para quem quer ingressar nessa carreira da psiquiatria?

Play na Psiquiatria: A carreira de psiquiatria começa com o ingresso no curso de medicina e posteriormente por uma especialização: por meio da residência médica ou de uma pós-graduação. Nesse processo, lidamos com vidas e pessoas com realidades que jamais imaginamos conhecer.

Nossa principal dica é: seja empático, seja sensível e seja gentil. Muitas vezes, os pacientes têm uma jornada de vida difícil e não sabemos a verdadeira dor dessas pessoas. Eles devem se sentir confortáveis na nossa presença para que possamos ajudá-los da melhor maneira possível.

A Psiquiatria é uma das primeiras especialidades médicas a surgir. Derivada do termo grego Psychē, que significa alma, mente. (Foto: Reprodução)
A Psiquiatria é uma das primeiras especialidades médicas a surgir. Derivada do termo grego Psychē, que significa alma, mente. (Foto: Reprodução)

Tipo Manaus: Há desafios em estudar e compreender a mente humana e os desafios, o que motiva a vocês a construir um perfil que leva até o público informações tão necessárias e que servem de alerta?

Play na Psiquiatria: Os distúrbios mentais ainda são uma área da medicina muito negligenciada, mas que se torna mais importante a cada dia. Muitas pessoas com depressão, por exemplo, são tratadas como preguiçosas, desestimuladas e irresponsáveis. Queremos desmistificar isso de uma forma acessível, contextualizando a doença e mostrando que muitos comportamentos são apenas sintomas de uma comorbidade e não apenas uma frescura ou falta de motivação.

Tipo Manaus: O papel da psiquiatria é essencial para colaborar com a evolução do ser humano?
Play na Psiquiatria: Com certeza. A psiquiatria tem o objetivo de aliviar o sofrimento e melhorar nossa qualidade de vida, tanto mentalmente quanto fisicamente. Isso faz com que os pacientes consigam enfrentar suas frustrações e angústias em busca de uma realidade melhor para si. Sempre buscando evoluir e restabelecer sua consciência e saúde mental.

Tipo Manaus: Muito se fala, nos dias atuais, de depressão, ansiedade, crise do pânico e tantos outros, mas ainda há muitas pessoas que consideram isso como “tristeza momentânea” ou uma “frescura”, como vocês agem a respeito disso?

Play na Psiquiatria: Como disse anteriormente, o mundo ainda é um ambiente em que há psicofobia. Há um enorme preconceito tanto contra os transtornos mentais tanto com os psiquiatrias. Muitas doenças são neglicenciadas e menosprezadas por falta de conhecimento ou descrença no que verdadeiramente acontece. Eu sempre digo que um diagnóstico de depressão é semelhante a um de diabetes, mas na depressão, os sintomas são primordialmente emocionais. No Play, nós tentamos mostrar que essa doenças existem e que elas não são brincadeira.

A psiquiatria tem o objetivo de aliviar o sofrimento e melhorar nossa qualidade de vida, tanto mentalmente quanto fisicamente. (Reprodução)
A psiquiatria tem o objetivo de aliviar o sofrimento e melhorar nossa qualidade de vida, tanto mentalmente quanto fisicamente. (Reprodução)

Tipo Manaus: Vocês fizeram um post sobre um filme 365 dias, abordando a Síndrome de Estocolmo, é serviu de alerta para o público, vocês podem dar mais
detalhes a respeito disso?

Play na Psiquiatria: O filme romantiza o fato de uma moça sequestrada se apaixonar por seu sequestrador enquanto é mantida presa e sob seu controle. Essa romantização se torna preocupante visto que a personagem desenvolve a Síndrome de Estocolmo, no qual essa paixão surge inconscientemente como uma forma de se fazer acreditar que conquistando o afeto pela pessoa que lhe faz mal, isso lhe afasta do perigo.

Esse é um distúrbio importante que mostra um mecanismo de defesa involuntário para uma situação de risco. E infelizmente o filma aborda a situação de maneira sentimental e sexual.

As estudantes de medicina finalizam alertam que a psiquiatria tem o objetivo de aliviar o sofrimento e melhorar nossa qualidade de vida, tanto mentalmente quanto fisicamente. “Isso faz com que os pacientes consigam enfrentar suas frustrações e angústias em busca de uma realidade melhor para si. Sempre buscando evoluir e restabelecer sua consciência e saúde mental”.

E finalizam deixando um recado para os leitores da Tipo Manaus, “a psiquiatria é uma área excepcional que merece ser conhecida por todos. Mesmo com a psicofobia e a desinformação que andam lado a lado com ela, estamos tentando fazer o possível para afastar essas coisas e mostrar uma psiquiatria descomplicada e acessível! Não esquece de soltar o play no Instagram”.

Para acompanhar o trabalho das meninas é só seguir o www.instagram.com/playnapsiquiatria

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1 COMENTÁRIO

  1. O trabalho informativo desenvolvido pelo Projeto “Play na Psiquiatria” é pioneiro, uma inovação que presenteia a nós, público alheio à medicina, com o estreitamento de laços com o conhecimento. Um projeto que deve ser encorajado, reconhecido e parabenizado!!

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