Foto: Divulgação

Selecionado pelo Amazônia das Artes, projeto do Sesc que contempla a divulgação de produções independentes, o curta “PANDORGA”, do diretor mato-grossense Maurício Pinto, será exibido gratuitamente nesta sexta-feira (10), no Instituto de Educação do Amazonas (IEA), av. Ramos Ferreira, 875 – Centro, as 14h, entrada gratuita, dentro da programação que contempla produções dos demais estados integrantes da Amazônia Legal, como Maranhão, Tocantins, Acre, Pará, Amapá, Rondônia e Amazonas.

O enredo

O filme conta a história de um casal, vivido pelos atores Álamo Facó e Ella Nascimento, que, acompanhados de um envelope que guarda o futuro, decide viajar numa estrada cheia de memórias e sentimentos. As reflexões e acontecimentos no caminho podem reconstruir sua história.

Trata-se de um road movie encenado no cerrado mato-grossense. O gênero por si só contém uma linguagem visual e dramática própria. As longas tomadas da estrada, a representação do local e seus costumes, a incorporação do ambiente dentro do enredo são elementos comuns a uma gama de filmes nacionais, desde “Iracema” (1976, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna) a “On the Road” (2012, de Walter Salles). Nestes filmes, os conflitos são quase que estritamente internos, nos personagens, e não no cenário à sua volta. Eles se lançam à estrada sem perceber que é ela o elemento transformador de suas narrativas. Transitando numa linha tênue entre a ficção e o documentário, e provocando ainda mais essa discussão, “PANDORGA” têm personagens e momentos de representação do real.

Pandorga é uma palavra usada na região da baixada cuiabana para designar a pipa, o papagaio, herança dos tempos em que a fronteira entre o Brasil, Paraguai e Bolívia eram ainda muito tênues. A palavra designava, inicialmente, uma festa com beberrões que andavam em zig zag pelas ruas com seu movimento inconstante, daí o motivo de passar ser referência para o brinquedo no céu. Na simbologia, pandorga remete à ascensão ou elevação espiritual e/ou intelectual do indivíduo. Assim como os personagens que são tomados por uma nova descoberta, uma nova consciência surge ao final do trajeto que acompanhamos na história.

A sessão é gratuita e contará, na sequência, com debate sobre a produção audiovisual independente, conduzida pelo diretor, que também assina o roteiro.

Fonte: Assessoria

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