Foto:de Maria Cláudia Alencar

Organizado anualmente pelo ColegeArte em parceria com o Ministério das Relações  Exteriores, o Circuito Internacional de Arte Brasileira chega à sua 22ª edição apresentando ao mundo um pouco da nova arte que está sendo feita no país, como é o caso da manauara Maria Cláudia Alencar, a única fotógrafa brasileira selecionada para o circuito deste ano.

Oriundos de todo o Brasil, os artistas participantes terão suas obras expostas, durante o mês de setembro, em galerias em Roma, Viena e Bratislava, na Eslováquia, possibilitando, assim, uma abertura no mercado externo de arte e um intercâmbio de movimentos culturais entre as nações que integram o circuito.

“Fiquei sabendo desse evento por meio de amigos do meio artístico e resolvi participar. Fiquei surpresa por ter sido selecionada e mais ainda por ter sido a única fotógrafa brasileira. Tendo em vista que o país possui fotógrafos tão bons, é uma verdadeira honra poder participar do circuito”, afirmou a fotógrafa, ressaltando que o reconhecimento é também para o Estado do Amazonas.

Natural de Manaus, nascida em 1978, Maria Cláudia é uma autodidata que vem aprofundando sua atividade artística nos últimos anos. E, ainda que já tenha exposto seu trabalho em sites internacionais, esta é a primeira vez que ela expõe em galeria na Europa.

“Já trabalhei muito com fotografias em sites internacionais. Realizei trabalhos como freelancer, em várias partes do mundo, fundamentalmente para novas mídias digitais – jornais e revistas virtuais, websites e blogs, notadamente aqueles especializados em Amazônia, ecologia e ambientalismo. De um tempo para cá venho me especializando na fotografia fine art”, afirmou ela.

Para participar do circuito, Maria Cláudia separou três fotografias da série ‘As Cidades dos Sonhos’, são elas: a foto em preto e branco da Torre Eiffel em segundo plano, intitulada ‘Singular plural’, de 2011; em preto e branco há também o registro ‘Manaós’, feito em 2014, em uma área portuária de Manaus, com a Ponte Rio Negro ao fundo; por fim, ‘Pampulha’, feita em 2017, da Igreja de São Francisco de Assis, no Complexo da Pampulha em Belo Horizonte.

“Paixão e beleza são os componentes fundamentais da elaboração da Arte Fotográfica, onde o produto final provém do olhar na busca pelo eterno, congelando no tempo as marcas do mundo e da obra humana sobre ele. E o belo está em toda parte, em todo momento”, concluiu Maria Cláudia.

Galeria

Maria Cláudia Alencar é proprietária de sua própria galeria, localizada em Tiradentes, histórica e charmosa cidadezinha no interior do Brasil, com cerca de 7.800 habitantes. Construída em pedra, madeira de demolição e alvenaria, a galeria atua como um espaço destinado à exposição permanente e negociação de obras de arte.

A ideia, de acordo com ela, é multiplicar o projeto e levar a galeria para o resto do mundo.  “Veneza, Paris, Lisboa, Londres e Nova York fazem parte de nosso planejamento a médio prazo. Promovendo a rica e diversificada produção artística brasileira e mundial, clássica e contemporânea, erudita e popular, com trabalhos fascinantes e arrebatadores”, revelou a artista.

Fonte:Acritica

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