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A ignorância é um inferno e não uma benção.

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Vou começar por mim, que me defino como ser humano. Eu reconheço que o meu nível de autoconhecimento é assustadoramente baixo, e quanto mais me aprofundo na minha fascinante jornada para compreender como montar e desmontar cada peça deste incrível quebra cabeça, mais tenho consciência da minha ignorância perante este milagre e mais motivação eu sinto para continuar desbravando.

Somos capazes de descrever e definir, muitas vezes com maestria, quais são as partes que compõe o carro que temos na garagem, como funciona cada parte e quais são fundamentais ou essenciais para o bom funcionamento deste e sequer nos damos conta do que estamos sentindo, qual a origem de tal sentimento.

Como já vimos na matéria anterior, que exploramos um pouco o que nos motiva a fazermos as escolhas que fazemos, vivemos a maior parte da nossa vida, adormecidos, iludidos, inconscientes.

Imagem: Reprodução

Sendo assim, na minha maravilhosa jornada de vida, se não estou satisfeito com os resultados das escolhas que estou fazendo, preciso me voltar para dentro de mim, refletir mais sobre meus valores, minhas convicções e crenças, que sustentam meus pensamentos, que dão sentido as minhas emoções que provocam minhas escolhas, minhas ações, meus comportamentos.

Convido você, a partir deste momento, aqui e agora, a pegar a chave para abrir a primeira porta em direção ao conhecer-se melhor, a chave da presença, do estar consciente, do trazer para a consciência do por que estou agindo assim, do por que fiz as escolhas que fiz, do por que estes padrões de pensamentos me perseguem a tanto tempo me causando tantos conflitos interiores, do por que me sinto assim.

Exemplo: Ontem quando acordei, eu estava com uma estranha sensação, parecia que uma energia densa estava pairando no ar. Com isso, logo notei que o mau humor já me deu bom dia e queria começar o dia junto comigo.

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Achei estranha a proposta porque não costumo conviver com mau humor e tampouco começar o dia com ele, então fiz uma “reflexão” acerca do que poderia estar causando aquela sensação que estava dando “vida” ao pretenso companheiro matinal e encontrei a origem, a causa – foi uma mensagem que recebi por whatsapp e não havia resolvido.

Voltei lá, fiz o tratamento com as três opções que costumo utilizar diante de qualquer situação a ser resolvida e segui em frente, infelizmente para o meu companheirinho matinal – mau humor, sem a presença dele.

Você sabe quais são as três alternativas que utilizo diante de qualquer situação a ser resolvida, que negativamente chamamos de problemas a serem resolvidos?

1 – A solução está comigo? Se estiver, o que me impede de resolver agora? Senão agora, quando?

2 – Se a solução não está comigo, então, só me resta mais duas opções: Aceitar a situação ou Ignorar a situação.

Simples assim, e não adianta ficar “ruminando”, de “mi, mi, mi…” aceite, ignora ou então, resolva e siga adiante.

Vamos praticar?

Como você se sente agora? Como você se percebe? Você está segurando um aparelho nas mãos? Percebe a textura, o peso do aparelho, já havia notado isso antes? Você está sentado (a)? Percebe o contato do seu corpo com a cadeira ou outro objeto que esteja te servindo neste momento?

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Qual é a sensação da roupa que está vestindo em contato com a pele? Notou quantas vezes você respirou enquanto lia este texto? Senão, faça uma respiração profunda, agora… isso, solta seus ombros, acaso estejam perceba tensão neles, já se deu conta que qualquer tensão no corpo é gasto desnecessário de energia?

Economize energia do corpo para ser utilizada para aquilo que realmente são necessárias.
Como está se sentindo? Que pensamentos habitam sua mente neste momento? Essa é a primeira chave para você conhecer-se melhor, estando mais presente, mais consciente, e com isso, tendo a oportunidade de trazer à luz da consciência, pensamentos e emoções, antes que se tornem escolhas e comportamentos inconscientes e muitas vezes, indesejados.

“E você, quando vai começar aquela longa jornada para dentro de si mesmo?” Rumi.
Trilhando este caminho, esbarrei com a palavra “reflexão”, e você sabe o quanto sou apaixonado pela Neurolinguística, e, portanto me chamou a atenção o significado e a importância por trás da palavra, do sentido.

Qual é a importância da reflexão no processo de aprendizagem sobre si mesmo e de tudo o que compõe o universo? Nesta jornada em direção a nossa capacidade de discernimento, sabedoria? – A reflexão ajuda a assimilar e aprofundar naquilo que faz sentido e que considero útil.

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Segundo pesquisas, se você não fizer reflexão alguma sobre este texto que você está lendo agora, ou qualquer outro texto, livro, que ler ou ouvir, em cerca de dois meses você vai se recordar menos de 5% do conteúdo.

“Uma página de um escrito, que seja legitimamente bom, exige que você, ao fechar esta página, tenha pelo menos duas horas de reflexão.” Helena Blavatsky.

Através dos ensinamentos da programação Neurolinguística, eu compreendi que o cérebro assimila por repetição e emoção qualificada, e através da filosofia entendi que a reflexão se faz importante neste processo de assimilação.

Talvez por este motivo eu aprendi no catecismo a importância de fazer o “exame de consciência” analisando todas as ações tomadas ao longo do dia, semana, mês, ano e as consequências destas decisões e escolhas.

Conclui-se que o processo de refletir não somente nos auxilia no processo de retenção, mas também no processo de evolução, avaliando melhor para não repetirmos comportamentos indesejados.

“O homem não vive daquilo que come. Ele vive daquilo que assimila.” Professor Jorge Braga.

Mais uma vez a natureza nos aponta para uma sabedoria extraordinária, se analisarmos como nosso corpo funciona, vamos entender e compreender como é simples viver com qualidade.

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Neste caso específico, o corpo físico elimina aquilo que não é útil para sua sobrevivência e assimila o que é fundamental para mantê-lo ativo, ou seja, não se alimenta bem quem come muito, mas sim quem se alimenta da maneira certa, quem alimenta o corpo com alimentos nutritivos.

O que nos impede de fazermos o mesmo com o nosso corpo espiritual, emocional e intelectual?

Intelectualmente falando, quantas vezes eu acreditava que a sabedoria estava na leitura da maior quantidade de livros possível. Hoje eu me dei conta que a sabedoria está na qualidade da leitura, do estudo, da aplicação deste conteúdo na minha vida prática, na assimilação através da reflexão, daquilo que me é útil naquele momento e na eliminação do que não se faz necessário, segundo o meu mapa de mundo.

Tenho livros que estou lendo pela sétima vez, e cada leitura eu tiro novos aprendizados, por isso prefiro trocar a palavra leitura, por estudo, laboratório, e que fique claro, que a palavra estudo não me representa sofrimento e sim prazer – digo isso porque por muito tempo da minha vida escolar, “estudo” não era uma palavra muito bem vinda, assim como a palavra “trabalho” para muitos é uma palavra que tem significado desfavorável. Tudo depende da representação que damos.

Emocionalmente falando, como estou digerindo as minhas experiências e vivências neste momento atual da minha história de vida?

Refletindo melhor, o que estou guardando e o que preciso eliminar da minha mente? O que venho carregando, mas que já deveria ter eliminado ou nem deveria ter guardado quando passei pela experiência?

Vamos fazer uma incursão pelos porões escuros da nossa mente inconsciente, vamos colocar “luz” naqueles assuntos que estão “apodrecendo” pelos cantos e causando mau cheiro, trazendo consequências na qualidade de vida, causando bloqueios, impedimentos, comportamentos indesejados.

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Vamos trazê-los para a consciência e então tratá-los com aquelas três opções que utilizamos no início deste texto: Resolver, Ignorar ou Aceitar?

Importante: Se todas as vezes que você voltar à determinada memória de passado, algum sentimento negativo tomar conta de você, é porque ainda não foi curado, não foi resolvido.

Como sabemos que o fato foi ressignificado? – Quando restar somente o aprendizado, quando a lembrança do fato não nos causar mais àquela sensação ruim, ou seja, significa que enfim, eliminamos o que não é necessário para nutrir a mente com qualidade.

Para fechar este assunto, que já se estendeu muito, convido você novamente, além de estar mais consciente e presente, identificando e trazendo a “luz” da consciência, pensamentos, sensações e sentimentos, se “dar conta” de como está nutrindo sua mente e seu espírito, estar mais alerta e atento ao que vê, ouve e sente através das experiências e vivências ao longo de cada dia.

Se você me acompanhou até aqui, na leitura deste texto, que carinhosamente preparei hoje, deve ser porque está, assim como estou, em busca da sabedoria, contrariando muitas vezes o corpo físico que pede descanso, distração, e mostrando quem está no comando. De coração espero que continue firme nesta jornada.

Bom estudo!

Fonte: Inspirado nos ensinamentos da professora e filósofa Lúcia Helena Galvão, que muito admiro pela sabedoria.

Por: José Eduardo Tófoli

Formado em Administração de Empresas, Pós Graduado pela PUC de Curitiba e FGV de Porto Alegre e Florianópolis. Formado também em Master Practitioner pelo INEHX, Coaching pelo IBC e Treinador Comportamental pelo IFT.

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