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Pesquisadores desenvolvem teste que pode detectar câncer bem antes de sintomas

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Uma equipe de pesquisadores da China desenvolveu um novo teste sanguíneo capaz de detectar cinco tipos diferentes de câncer com até 4 anos antecedência em comparação com métodos tradicionais.

O exame, chamado de PanSeer, avalia modificações do DNA a partir da adição de um grupo metil ao código genético do tumor em circulação no corpo.

O resultado da pesquisa foi publicado na terça-feira (21) na revista científica Nature Communications.

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“O PanSeer analisa assinaturas específicas de metilação do câncer e demonstra a detecção precoce de vários tipos de câncer até quatro anos antes do diagnóstico convencional em um estudo longitudinal retrospectivo em larga escala”, escreveram.

Os pesquisadores usaram algoritmos de machine learning – um tipo de inteligência artificial – para desenvolver um sistema que pudesse determinar se algum DNA encontrado circulando no sangue era um indicativo de tumor ou não.

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Foram analisadas amostras de plasma de 605 pessoas assintomáticas. Mais tarde, 191 delas foram diagnosticadas com câncer de estômago, esôfago, colorretal, pulmão ou fígado. Os tumores foram detectados entre um e quatro anos após o teste.

Diagnóstico

Entre as pessoas diagnosticadas com câncer, o teste havia indicado a possibilidade de surgimento da doença em 95% delas. Ele também detectou os tumores em 88% dos casos de pessoas que já tinham o diagnóstico confirmado.

Os tipos de câncer escolhidos pelos pesquisadores são os que têm as mais altas taxas de incidência na cidade de Taizhou, base da pesquisa, e que, combinados, são responsáveis pela maior parte das mortes por câncer no país.

Os pesquisadores disseram ser improvável que o teste consiga prever a possibilidade de se desenvolver câncer, mas que pode detectar o desenvolvimento da doença antes do surgimento de sintomas ou de ser percebido por outros métodos.

Para desenvolver o teste, a equipe usou amostras de plasma sanguíneo coletadas de 123.115 pessoas na China entre 2007 e 2014 como parte de uma pesquisa mais ampla.

Eles ressaltaram também que o estudo tem limitações, como a pequena quantidade de plasma disponível para análise e o fato de elas não terem sido armazenadas em condições ideais.

A equipe também escreveu sobre a possibilidade de algumas das amostras terem sido contaminadas.

Fonte: CNN

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