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Ilha do Marajó entra na rota do turismo nacional e internacional

A Ilha do Marajó, com seus 49.606 KMs de extensão, de uma natureza exuberante que, encanta qualquer pessoa, é a maior ilha fluviomarítima do mundo.

Localizada a 90 KMs da capital paraense, o local revela belas e distintas paisagens. Campos, florestas e praias formam um tesouro de vastas e raras espécies da fauna e flora amazônica, algumas, inclusive, em extinção. 

Segundo o último boletim da Secretaria Estadual de Turismo (Setur), o Marajó atraiu mais de 60 mil turistas em um ano, que geraram para a economia cerca de R$ 15 milhões, quantidade ainda pequena, de acordo com a avaliação da Secretaria de Turismo do Estado, o que, segundo seu titular, o secretário André Dias, pode ser modificado em breve.

Das pessoas que procuram o Pará, apenas 6% escolhem como destino o Marajó, por este motivo, para melhorar a infraestrutura turística dos municípios marajoaras e assim aumentar a receita gerada pelo segmento para as cidades, o Governo do Pará começou a investir no turismo.

Ilha de Marajó
Ilha de Marajó (Foto: Reprodução)

De acordo com o secretário da Setur, André Dias, uma estratégia para alavancar as visitas foi dividir a região em dois ecossistemas dominantes e criar estratégias de fomento do turismo, cada uma com sua especificidade.

“Criamos duas frentes para atuar de forma específica: a ‘Campos do Marajó’ e a ‘Floresta do Marajó’, alcançando mais os turistas que estão atrás das belezas naturais e de conhecer a floresta amazônica. Estamos começando um novo processo de gestão do turismo para intensificar as visitas não só em praias, mas em todas as áreas”, explicou.

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Uma recente pesquisa de turismo receptivo, realizada em dezembro de 2018 pelo Instituto Ambiental e Profissionalizante da Amazônia (Iapam), concluiu que 82% das pessoas que viajaram para Soure e Salvaterra, municípios de entrada da Ilha, buscavam lazer. Deste total, a maior parte aproveitou o tempo livre para conhecer os atrativos naturais da região.

Durante a pesquisa foi descoberto ainda, que a maior parte desses turistas são oriundos de estados da região Norte, em seguida do Rio de Janeiro e depois de São Paulo, e que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer mais afundo toda essa riqueza natural.

Outra estratégia para atrair o turismo na região é a inclusão das praias da Ilha no Programa Internacional de Certificação Ambiental Bandeira Azul. O programa, do Instituto Ambientes em Rede, qualifica as praias e orienta sobre sua balneabilidade, assim como as melhores épocas do ano para banho. A Praia do Pesqueiro, em Soure, e a Praia Grande, em Salvaterra, são as preferidas.

Por estar entre os rio Amazonas, Pará e também ter o oceano Atlântico ao ser redor, o Marajó dispõe de praias de água doce e salgada, alcançando dessa forma todos os gostos de quem não dispensa um bom banho de sol.

Ilha de Marajó: Búfalos
Ilha de Marajó: Búfalos (Foto: Reprodução)

Além das praias, os animais também convivem em harmonia no local. Garças-brancas, maçariquinhos, quero-quero e guarás complementam o visual exuberante da região pelo ar.

Por terra, búfalos convivem com as pessoas tranquilamente. Fazendas centenárias de criação desses animais estão por toda a parte. Esses mamíferos, inclusive, servem de locomoção para a Polícia local. Conhecer o diferente modo de vida dos marajoaras é uma experiência a parte.

Gastronomia

Os restaurantes da região oferecem o melhor da gastronomia paraense. Iguarias como peixes e camarões são retiradas em abundância.

O queijo de búfalo, típico do Marajó, também atrai bastante o turista. A rota turística do queijo, por exemplo, está sendo desenvolvida pelo Estado, em uma parceria com Setur e Sebrae/Pa. Este ano, o queijo fresco de leite de búfala foi reconhecido internacionalmente por sua qualidade e sabor.

“Uma das nossas principais estratégias é a criação das Rotas Turísticas e Gastronômicas, que serão estruturadas para diversificar a oferta turística, trabalhando também na qualificação dos empresários e profissionais do setor que atuarão nesse sentido, atraindo mais turistas aos municípios por quais passam”, revela o secretário.

Cerâmica Marajoara 

Caminhando no fortalecimento da produção associada ao turismo, não podemos esquecer da cultura marajoara. A cerâmica artesanal, por exemplo, preserva a história e as tradições do povo marajoara que remonta a era pré-colombiana.

Um dos lugares onde é possível conhecer essa arte é a ‘Instituição Caruanas do Marajó, Cultura e Ecologia’, em Soure.

No local são produzidas peças em barro, entre elas pratos, tigelas, vasos e tangas, altamente elaborados com grafismos geométricos, conhecimento passado por várias gerações. Essa arte, feita pelos primeiros povos indígenas da Ilha, é considerada a mais antiga arte em cerâmica do Brasil.

Cerâmica Marajoara
Cerâmica Marajoara (Foto: Reprodução)

Um esforço conjunto entre Estado, municípios, comerciantes e produtores locais, pode abrir novas oportunidades. Ações de requalificação da mão-de-obra local para receber os visitantes também são realizadas. O objetivo é gerar negócios, emprego e renda para a região.

“Estamos apresentando o Marajó em feiras e eventos pelo Brasil. A região, inclusive, já está inclusa em roteiros turísticos. Já realizamos várias press-trips, levamos jornalistas e blogueiros para lá. Inclusive a TV Record que retransmite para 150 países, produziu uma reportagem de 22 minutos mostrando as belezas do Marajó”, conta André Dias.

Mobilidade 

A partir do ano que vem, a Companhia de Portos e Hidrovias (CPH) dará início as obras de construção e revitalização do terminal hidroviário de Soure. O aeroporto da cidade também será reformado. Assim como está prevista a reforma da Praça Paes de Carvalho, em Icoaraci, de onde saem balsas para o Marajó.

Como chegar ao Marajó:

O turista tem pode chegar a Ilha de carro ou de barco. A viagem dura cerca de 3h30 até o Porto do Camará, distante 25 KM de Salvaterra e 31 KM de Soure.

Há também a opção de barco rápido (catamarã), a travessia leva 2 horas e o visitante vai direto pra Soure, a principal cidade do Marajó. A viagem inicia no Terminal Hidroviário de Belém, localizado na Avenida Marechal Hermes nº 901

Vamos Conhecer Marajó?

*Com Informações da assessoria

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