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Farmacêutica anuncia aval da Anvisa para testar remédio para Covid-19 no Brasil

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A empresa norte-americana Sorrento Therapeutics informou nesta 4ª feira (14.out.2020) que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a 2ª fase de testes clínicos do medicamento Abivertinib em casos leves, moderados e graves de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

A farmacêutica espera testar cerca de 400 pessoas. A dose aplicada será a mesma de etapa equivalente da testagem nos Estados Unidos. A duração, porém, será diferente: 7 dias.

Nos EUA, os testes são focados em casos graves e a administração do remédio dura 14 dias, diz o comunicado. Leia a íntegra (38 KB).

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A Sorrento informa ainda que espera obter rapidamente os 400 inscritos por causa da parceria feita com a Synova Health, instituição de pesquisa clínica com acesso a centros médicos em todo o país. Diz que 1 “amplo alinhamento médico”, inclusive, com a cidade do Rio de Janeiro também ajudará acelerar o início dos testes.

A Anvisa, por sua vez, afirmou que “a manifestação oficial da Anvisa quanto a anuência ou não de qualquer pesquisa clínica se dá exclusivamente por meio de publicação em Diário Oficial da União (DOU), o que ainda não ocorreu para o caso em questão”.

O que é a fase 2 de testes clínicos

De acordo com a Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em São Paulo, as pesquisas clínicas costumam ter 4 fases:

  • Fase 1 – quando o medicamento é testado pela 1ª vez em seres humanos, geralmente, indivíduos saudáveis para testar vias de administração do remédio, interação com outras drogas e álcool e dosagem. De 20 a 100 pessoas costumam participar;
  • Fase 2 – quando o medicamento é aplicado em pessoas com a doença que se deseja tratar para avaliar eficácia e segurança do remédio. De 100 a 300 pessoas costumam participar;
  • Fase 3 – o medicamento passa a ser aplicado em milhares de pacientes (geralmente de 5.000 a 10.000) e é testado por mais tempo. Nesta etapa, busca-se ampliar as informações sobre segurança, eficácia e interação da substância. Também compara-se o desempenho com outros tratamentos já existentes. É nela que já é possível obter das autoridades sanitárias o registro e liberação para venda;
  • Fase 4 – acompanha-se o desempenho para identificar eventuais danos colaterais não identificados. Também realizado com milhares de pacientes.

Fonte: Poder360/MSN

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