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Expressões Populares Brasileiras – A origem de 5 expressões brasileiras

As expressões populares brasileiras são um dos atributos mais fortes por aqui. Sempre variando de região para região, é quase algo típico do Brasil conter uma gíria ou até quase um dialeto para determinado lugar.

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As expressões populares brasileiras são um dos atributos mais fortes por aqui. Sempre variando de região para região, é quase algo típico do Brasil conter uma gíria ou até quase um dialeto para determinado lugar.

Com isso, listamos aqui a origem de 5 expressões populares brasileiras que podem nos deixar bastante curiosos:

  • FAZER UMA VAQUINHA

Usada quando um grupo de pessoas racha uma despesa comum, tudo indica que a expressão tenha sido criada pela torcida do Vasco. Na década de 1920, os fãs do time arrecadaram dinheiro para distribuir entre os jogadores em caso de vitória.

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O valor era inspirado em número do jogo do bicho e dependia do placar: uma vitória por 1 a 0 rendia um “coelho’, número 10 no jogo e representava 10 mil réis. O prêmio mais cobiçado era justamente a “vaca”, representada pelo número 25 e simbolizava 25 mil réis.

É importante lembrar que esse prêmio só era pago em caso de vitórias históricas.

  • CUSTAR OS OLHOS DA CARA

Uma das expressões populares brasileiras mais conhecida faz referência ao espanhol Diego de Almagro (1479-1538). Diego era um dos conquistadores da América que perdeu um olho quando tentava invadir uma fortaleza inca.

“Defender os interesses da coroa espanhola me custaram um olho da cara”, teria afirmado o conquistador à Carlos I

  • PAGAR O PATO

A expressão vem da obra Facetiae, de Giovanni Bracciolini (1380-1459). O texto do autor, figura importante no Renascimento italiano, conta a história de um camponês que vendia patos e certa vez uma mulher queria pagar os animais por meio de encontro sexuais com o vendedor.

Na história, ambos foram surpreendidos pelo marido (quase) traído, que, sem concordar com o trato, pagou o pato em dinheiro, encerrando a questão.

  • POR A MÃO NO FOGO POR ALGUÉM

A expressão vem de uma tortura praticada na época da Inquisição. Uma pessoa acusada de heresia tinha sua mãe envolvida em uma estopa e era obrigada a andar alguns metros segurando uma barra de ferro aquecida.

Três dias depois, a estopa era retirada e a mão do suposto herege era checada: se estivesse queimada, o destino era a forca; se estivesse lisa, era provada sua inocência. Daí, a expressão popular brasileira de por a mão no fogo virou sinônimo de atestar a confiança quase cega em alguém.

  • SEGURAR VELA

Essa expressão vem desde a época em que as velas eram as principais fontes de iluminação das casas. na Idade Média, quando ainda não existiam lâmpadas a óleo, as pessoas menos experientes seguravam uma vela para que os mais experientes pudessem executar qualquer tipo de trabalho braçal no escuro.

Entretanto, na França a expressão “tenir la chandelle” se refere a criados que eram obrigados a segurar candeeiros enquanto seus patrões mantinham relações sexuais. Mas, o serviçal deveria ficar de costa, afim de manter a privacidade dos seus senhores.

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